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FILIPENSES

Alegria no serviço cristão.

Terceira Igreja Batista do Plano Piloto 

Escola Bíblica Dominical - Lúcio Cesar Silva de Menezes


Unidade, o grande propósito da Igreja.

 

 1

Portanto, se há alguma exortação em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão do Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões,

 2

completai o meu gozo, para que tenhais o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, pensando a mesma coisa;

 3

nada façais por contenda ou por vanglória, mas com humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo;

 4

não olhe cada um somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos outros.

 5

Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus,

 6

o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar,

 7

mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens;

 8

e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.

 9

Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome;

 10

para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,

 11

e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.

O início do verso 1, portanto, mostra que os versos seguintes são uma conclusão baseada no que consta dos versos 27-30 do capítulo 1. Após mostrar que as lutas e os sofrimentos são aceitáveis na medida em que contribuem para o progresso do evangelho, e não um são vistos como um peso insuportável e sem sentido, Paulo não vê outra postura possível para os filipenses: permanecerem firmes e unidos em amor.

O comando principal é completem minha alegria. Como isto acontecerá?

Esse comando está precedido de algumas condicionais. Observe, no entanto, que se trata de um recurso estilístico e não uma dúvida do autor se os filipenses tinham a atitude correta. O se poderia ser trocado por desde e o sentido ficaria ainda mais evidente. Em outras palavras, já que vocês têm a consolação de Cristo, amor, comunhão com o Espírito e afeto, completem minha alegria.

As três primeiras frases se referem à atuação divina na vida dos crentes e a quarta se refere ao relacionamento na igreja e da igreja de Filipos com o apóstolo Paulo.

A unidade estava na mente de Paulo em cada argumento que é desenvolvido na carta. Nos primeiros versos do capítulo 2 estão instruções de como é possível alcançar e nutrir a unidade na igreja.

A estrutura do argumento pode ser visualizada conforme o esquema abaixo:

se há alguma exortação em Cristo

se alguma consolação de amor

se alguma comunhão do Espírito

alguns entranháveis afetos e compaixões

 

completai o meu gozo (alegria)

                        Como?

1.      mesmo modo de pensar

2.      mesmo amor

3.      mesmo ânimo (espírito)

4.      pensando a mesma coisa (propósito)

5.      não agindo por contenda ou por vanglória (motivação)

6.      considere os outros superiores

7.      não olhando cada um somente para o que é seu

  1. vendo o interesse dos outros

 

Uma igreja seguirá unida, no dizer de John Stensurd, quando adotar uma postura de humildade e serviço. Esta atitude exige:

  1. que tenhamos um modo de pensar comum, consensual

  2. que o mesmo propósito derive do amor por Cristo e

  3. que a unidade seja expressa pelo compartilhar de crenças e valores, segundo o paradigma de Cristo

 A unidade estará se concretizando quando a congregação adotar um propósito único - o progresso do evangelho.

O texto deixa patente que a unidade é questão fundamental para a igreja, influindo diretamente na eficácia do cumprimento da missão.

A unidade acontecerá quando a igreja assumir duas posturas decisivas:

  1. humildade

  2. centrar-se na necessidade dos outros

Os motivos devem ser avaliados, afinal, nada deve ser feito por contenta ou vanglória, à busca de elogios fáceis. A motivação correta é considerar os outros superiores e agir levando em conta as necessidades dos outros.

Normalmente desejamos que tudo seja feito de acordo com nossa vontade. Queremos influir nas músicas que são cantadas, no horário, na forma de organizar os trabalhos e até na expressão dos outros irmãos. Esta atitude leva a rixas e a divisões.

A presunção ou orgulho é outro perigo. Queremos ser melhores que os outros, mais inteligentes, mais espirituais e consagrados. A presunção significa ter uma noção mais alta de si mesmo sem razão real ou fundamentada. Deus se opõe aos soberbos, mas dá graça aos humildes.

A unidade acontece, também, quando se adota a postura de Cristo, que se esvaziou e humilhou-se, obedecendo até a morte de cruz. O texto é imperativo, não há opção - o crente tem que ser humilde e buscar servir!

O interessante é que a atitude de humildade ensinada por Jesus vai ter como resultado a sua exaltação por Deus, dando-lhe um nome que será sobre todo nome e diante do qual todo joelho se dobrará.

Na sociedade que vivemos a realização pessoal é buscada intensamente. As pessoas acham que a felicidade virá quando tiverem poder, prestígio e propriedades. Cristo revoluciona ao demonstrar que o caminho da realização e da felicidade se sustenta na humildade e no serviço.

Os problemas de unidade derivam, em grande parte, do desejo de poder e prestígio, atitudes que não se coadunam com humildade e serviço cristão. O resultado são divisões, partidos, disputas que enfraquecem a igreja no desempenho de sua missão.

Muita tempo e dinheiro é gasto em reuniões que não produzem resultados positivos, causam desgosto e frustração e desviam a igreja da sua tarefa de pregar o evangelho e cuidar das pessoas.

Uma igreja que não valoriza e não se esforça por manter a unidade que é dada pelo Espírito Santo está deixando de cumprir sua missão de contribuir para o progresso do evangelho.

A postura de Cristo, um paradigma desafiador para qualquer um de nós, impacta, também, a vida familiar. Relacionamentos onde os cônjuges buscam os interesses do outro são bem sucedidos e sadios. Há alegria e harmonia no lar, refletindo positivamente na formação do caráter dos filhos. O respeito, a compreensão e o interesse genuíno criam um ambiente agradável na família, expressando o amor de Deus de forma prática e visível.

A unidade familiar se reveste de caráter espiritual, pois, conforme Pedro, é preciso estar bem com os de casa para que as orações não sejam impedidas.

Finalmente, é bom lembrar que a unidade está ligada à noção de interdependência. O foco está em conseguir cumprir a missão em conjunto, em equipe, um corpo bem ajustado. Cada membro tem sua função e seu valor, contribuindo de forma especial para que a igreja alcance os seus objetivos. O aproveitamento das qualidades e dons no serviço garantem um resultado que jamais poderia ser alcançado individualmente.