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FILIPENSES

Alegria no serviço cristão.

Terceira Igreja Batista do Plano Piloto 

Escola Bíblica Dominical - Lúcio Cesar Silva de Menezes


Paulo como exemplo de conduta

Filipenses 3:17 - 21

 

17.   Irmãos, sede meus imitadores, e atentai para aqueles que andam conforme o exemplo  que tendes em nós;

18.   Porque muitos há, dos quais repetidas vezes vos disse,  e agora vos digo até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo,

19.   Cujo fim é a perdição, cujo deus é o ventre, e cuja glória assenta no que é vergonhoso; os quais só cuidam das coisas terrenas.

20.  Mas a nossa a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um salvador, o Senhor Jesus Cristo,

21.   Que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as  coisas.

 

Neste segmento Paulo exorta os  filipenses a imitar apenas os bons exemplos, controlando-se para não permitir influências negativas.  Ele apresenta-se como o referencial a ser seguido,  seguro de que vivia de forma adequada diante de Deus. (vv. 17-19)

F.F Bruce, em seu Novo Comentário Bíblico Contemporâneo, pág. 137, diz: “Se os preceitos de Paulo não são suficientemente claros, que se siga seu exemplo. Imitação de Paulo é tema notável e  freqüente nas epístolas paulinas. (...) Um homem como Paulo assumir esta atitude significava que ele precisava ser excepcionalmente cuidadoso na conduta, de modo que seu exemplo não fosse uma pedra de tropeço espiritual para outros, ou até mesmo induzi-los ao pecado, ainda que sem essa intenção. (ver 1 Cor. 10:32-11:1) (...) Não é que Paulo desejasse estabelecer sua própria vida como um padrão ético; ele apresentava a Cristo como o padrão absoluto, tanto no ensino como na ação”.

Além de seu exemplo pessoal, Paulo incentiva a observação de outros servos que também demonstram um padrão elevado de vida, tais como Epafrodito e Timóteo.

Os exemplos errados são numerosos e mais fáceis de seguir.  Há a possibilidade de que Paulo esteja novamente se referindo aos judaizantes mencionados no início do capítulo (cuidado com os cachorros). Ainda que não seja o mesmo grupo, sem dúvida a postura deles é igualmente um erro que leva à destruição e à morte.

Os que andam de forma inconsistente com o padrão de vida cristã ensinada pelo apóstolo são chamados de inimigos da cruz.  Agem de forma a destruir e desmoralizar a mensagem da cruz. Segundo Deffinbaugh, pode-se presumir “que eles não ensinam o perdão dos pecados e a certeza da vida eterna baseada no derramamento de sangue do nosso Senhor Jesus Cristo na cruz do calvário”.[1] (ver Gal. 2:21)

Terão como destino a destruição. Por mais que pareçam florescer, por mais que encontrem apoio e recebam elogios da sociedade, terão como resultado de suas escolhas a derrota.

Estão motivados pelos desejos da carne, aos quais se rendem e se tornam escravos. Compartilham dos valores do hedonismo, o culto ao prazer imediato e terreno. São dominados por valores ligados ao egoísmo, à inveja, ao ódio, à falta de respeito pelos direitos dos outros.  No final, encontram sua honra na vergonha decorrente de "vitórias" obtidas mediante a expoliação dos outros.

Suas mentes se realizam e se alegram nos valores que pregam, nas coisas terrenas que se contrapõem aos valores espirituais. Sua ética é relativista, sua moral maleável, sua palavra sem firmeza.

A exortação paulina é para que evitemos tais exemplos! A vida política nacional tem mostrado muitos exemplos negativos que se enquadram perfeitamente no descrito pelo apóstolo. O crente é incentivado a se afastar e a não se deixar macular por tais formas de agir.

Afinal, Paulo ensina que nossa cidadania é celestial (vv. 20-21). Estamos vivendo na terra, mas nossas raízes e valores estão numa esfera diferente. Nossa terra é o céu, cujo padrão é Cristo, ao qual devemos imitar a cada dia com mais intensidade e força. Precisamos nos conformar ao padrão de Cristo progressivamente, cada vez mais e melhor!

No dizer de F. F. Bruce, já citado, “Portanto, aqui, se a pátria deles está nos céus, a conduta deles também deveria ser compatível com essa cidadania”.

Há esperança no futuro e há espaço para que o padrão divino se manifeste no presente pelo fato de que estamos esperando pelo salvador, Cristo Jesus.

Salvador que virá e transformará nosso corpo de forma que esteja em conformidade com Seu corpo de glória. A necessidade de nosso corpo se transformado por um ato de Deus nos livra do peso de pretender alcançar a perfeição por forças próprias. Em outras palavras, Paulo mostra que nosso corpo serve para o período em que vivemos aqui, mas não é apresentável diante da glória de Deus.

Conforme F. F. Bruce, “Quer os crentes tenham morrido, quer ainda estejam vivos por ocasião do segundo advento, deverão passar por uma transformação, a fim de herdar o reino eterno de Deus. Os mortos receberão um ‘um corpo espiritual’ que substituirá o ‘corpo natural’ que se desintegrou; a mortalidade dos que ainda estiverem vivos será ‘revestida de imortalidade’.

Dr. Russell Shedd, destacando a visão hebraica expressa por Paulo acerca do corpo, diz que “É o corpo que manifesta a vida de Cristo (I Cor. 10:16-17). Por isso, é sumamente importante que os membros do Corpo se reunam dando localização e objetividade à personalidade do Senhor que vive no Corpo, a Igreja.  Devemos constantemente reconhecer nossa dependência uns dos outros e a vida comum que sustenta o corpo.

Dr. Shedd conclui:

“Na reintegração da nossa personalidade com o corpo transformado igual ao corpo de Jesus Cristo, não teremos que lutar contra o corpo, nem sentiremos mais sua humilhação. Nunca mais sentiremos cansaço ou fome. Cantaremos louvores sem enfado; serviremos sem desejarmos tirar férias. Tudo, e particularmente nossos corpos, estarão subordinados na mais perfeita submissão a Deus.”

A explicação para a necessidade de um novo corpo glorificado, feito por Deus, pode ser vista em   1 Cor.  15:50-52, onde a transformação acontecerá ao som a última trombeta.



[1] Robert Deffinbaugh, A Study of the book of Philippians


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