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ReVendo

...não que já seja perfeito, mas prossigo para o alvo.

Ano III - número 003

Produzido por Lúcio Cesar Menezes

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Os pênaltis da vida

Luiz Carlos Prates, Diário Catarinense de 20/01/2002

       

 

 

Cena comum. Urbana. O filho pega a bola e vem pedir ao pai que jogue com ele. O filho é goleiro, tem seis anos e mal pode com o peso das chuteiras. Mesmo que seja uma chatice, o pai diz que sim, que vai jogar. Pai que é pai tem que participar, não é assim? E lá vai o pai. O filho no gol, quieto. O pai chuta a primeira, bem fraquinha, rasteira, mas nas mãos do filho. Aí campeão, grita o parvo pai. Segundo chute. Rasteiro, fraquinho e nas mãos do filho. Aí Dida, volta a gritar o parvo do pai. Terceiro chute. Pra fora. O pai faz fita. E por aí vai o jogo. Lá pelas tantas, o jovem goleiro satura-se. Ele "sabe" que já é melhor que o Dida que ele nem conhece...

Então quer driblar. E parte para o pai. E o pai toma dribles desconcertantes. Chega a cair sentado. Pôxa, você é o Marcelinho, garoto. E segue o jogo nessa encenação ridícula.

O que há? Simples. O pai quis ser "amigão", não quis chutar forte no Dida, uma finta que ele não quis derrubar o menino. Como paizão não pode matar o entusiasmo do guri pelo futebol, não pode levá-lo a pensar que é um frangueiro de fraldas. Nada disso. Então, tome enganação. Enganação? Os psicólogos estão dizendo que quem está se enganando é o pai. O guri sabe que o pai chuta mais forte, que sabe driblar. Pôxa, e o garoto que tanto queria aprender com o pai, acaba descobrindo que o pai é um trapaceiro. Um trapaceiro que faz força para perder, que não joga o que pode e sabe.

Esse tipo de conduta "pedagógica" dos pais está sendo duramente criticada por psicólogos arejados. E estão certos, afinal, esta conduta "boazinha" do pai leva os filhos a entender erradamente que para vencer pode-se contar com a ajuda imoral dos pais. As crianças vão aprender que é válido burlar as leis, enganar, tapear. E não vale o argumento de que o pai só não queria desmotivar o filho pequeno... Claro que o pai não vai chutar a bola no filho de seis anos com a força de um torpedo do Edmundo, mas também não deve chutar fraquinho e nas mãos.

É sutil, entende, leitor? O pai tem que ensinar que tanto no jogo quanto na vida há regras, limites, ética. Sendo ajudado desde cedo, o filho crescerá para ser sempre ajudado nas horas dos pênaltis da vida. Vida e jogos são um encontro de regras e limites. Deve vencer o melhor. É ético. É isso que o paizão deve ensinar. Até o dia em que o filho o deixará iluminadamente feliz, mostrando ao pai que ele já sabe jogar. Aprendeu sem ter recebido bolas fraquinhas e nas mãos. Os filhos aprendem com regras e com ética. E com bons exemplos.


Liderança

Seja a diferença!!

Texto retirado da internet

  

Paulo trabalhava em uma empresa há dois anos. Sempre foi um funcionário sério, dedicado e cumpridor de suas obrigações. Nunca chegava atrasado. Por isso mesmo já estava com dois anos na empresa sem ter recebido uma única reclamação. Certo dia, ele foi até o diretor para fazer uma reclamação:
- Sr. Gustavo, tenho trabalhado durante estes dois anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado. Fiquei sabendo que o Fernando, que tem o mesmo cargo que eu e está na empresa há somente seis meses, já vai ser promovido!!?
Gustavo, fingindo não ouvi-lo, disse:
- Foi bom você vir aqui. Tenho um problema para resolver e você poderá me ajudar. Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal, após o almoço de hoje. Aqui na esquina tem uma barraca de frutas. Por favor, vá até lá e verifique se eles têm abacaxi.
Paulo, sem entender direito, saiu da sala e foi cumprir a missão. Em cinco minutos estava de volta.
- E aí Paulo?, perguntou Gustavo.
- Verifiquei como o senhor pediu e eles têm abacaxi sim...
- E quanto custa?
- Ah, isso eu não perguntei...
- Eles têm abacaxi suficiente para atender a todo nosso pessoal?, quis saber Gustavo.
- Também não perguntei isso não...
- Há alguma fruta que possa substituir o abacaxi?
- Não sei...
- Muito bem Paulo. Sente-se ali naquela cadeira e aguarde um pouco.
O diretor pegou o telefone e mandou chamar o novato Fernando. Deu a ele a mesma orientação que dera ao Paulo. Em dez minutos, Fernando voltou.
- E então?, indagou Gustavo.
- Eles têm abacaxi sim, Seu Gustavo. E é o suficiente para todo nosso pessoal e, se o senhor preferir, têm também laranja, banana, melão e mamão. O abacaxi estão vendendo a R$ 1,50 cada; a banana e o mamão a R$ 1,00 o quilo; o melão, R$ 1,20 a unidade; e a laranja, a R$ 20,00 o cento, já descascada. Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles nos concederão um desconto de 15%. Deixei reservado. Conforme o Senhor decidir, volto lá e confirmo o pedido. Explicou Fernando.
Agradecendo pelas informações, o patrão dispensou-o. Voltou-se para Paulo, que permanecia sentado, e perguntou-lhe:
- Paulo, o que foi que você estava me dizendo?
- Nada não, patrão. Esqueça. Com licença...
E Paulo deixou a sala...
Se não nos esforçarmos em fazer o melhor, mesmo em tarefas que possam parecer simples, jamais nos serão confiadas tarefas de maior importância. Todas as vezes que fazemos o uso correto e amplo da informação, criamos a oportunidade de imprimir a nossa marca pessoal. Você pode e deve se destacar, até nas coisas mais simples, como Fernando.


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