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Fator credibilidade

Lúcio César Menezes


 

Posições de liderança são desafiadoras para os que as buscam. Estar à frente, influenciar pessoas, motivá-las, buscar novas perspectivas e comunicá-las aos seguidores são alguns dos desafios encontrados.

Na ambiente eclesiástico há alguns aspectos que se destacam no exercício da liderança e que são importantes para o sucesso do ministério.

O primeiro critério é o da credibilidade. Os exemplos freqüentes de líderes que falham quando avaliados sob este critério, têm criado forte desconfiança de todos os que se colocam à frente de determinada comunidade.

Estar à frente tem sido associado com segundas intenções, interesses pessoais, desejo de poder, ambição e, em alguns casos, falta de escrúpulos e corrupção.

Penso que a visão ruim que tem sido passada às pessoas quanto ao exercício da liderança deve, em vez de desanimar os que são chamados, motivá-los a contribuir para sua valorização e respeito. Normalmente, só estamos sendo liderados por alguém incompetente em razão de não desejarmos nos envolver.

O exemplo de vida é a base da credibilidade – a coerência entre o discurso e a prática confirma que o líder é sério. Como tem credibilidade, o líder eficaz merece confiança e é seguido.

A forma prática de medir a credibilidade é o teste do serviço. O líder maduro primeiro serve e depois lidera. A marca de sua liderança pode ser vista no exemplo. Fica cada vez mais claro que o serviço deve preceder a liderança, sob pena de termos como resultado uma liderança dominadora, ditatorial, controladora, autoritária e egoísta.

De outro lado, pode-se avaliar a credibilidade dos que lideram observando se determinados valores fazem parte do seu caráter.

  • Alguns dos valores que os líderes que têm credibilidade cultivam são:
    1. Honestidade – falam a verdade, são transparentes, não se escondendo atrás de máscaras ou de meias-verdades. Embora seja difícil, não se permitem usar de mentira para fugir às suas responsabilidades.
    2. Justiça – sofrem com a injustiça, com a falta de critérios, com soluções parciais ou preconceituosas. Buscam ser justos com seus colaboradores, reconhecem seus pontos positivos e não esquecem de suas fraquezas.
    3. Lealdade – não trabalham com a traição. Dedicam-se ao grupo, evitando a todo custo atitudes que "puxem o tapete" de seus liderados. Não esconde informações, é sincero e não teme se expor.
    4. Independência – aqui vale ressaltar a necessidade de não se tornar refém de alguns liderados, de alguma facção. O líder deve cultivar a independência justamente para poder ser honesto, justo e leal. Não agindo assim, correrá o risco de enfraquecer o ministério.

    Com o que vimos até aqui já é possível avaliar em que ponto da liderança estamos. Líderes com credibilidade podem mudar para melhor a vida da família, da igreja e da sociedade.

    Melhor que nos contentarmos com liderança medíocres é investirmos em líderes dignos de confiança.


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