ReVendo

"...não que já seja perfeito, mas prossigo para o alvo..."

Número 007, 09 de novembro de 2000

Lúcio César Menezes

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Família

Meu filho é uma criança

W. Livingston Larned

Querido filho:

Falo-te enquanto dormes, a mãozinha encolhida debaixo do rosto e o cacho louro úmido, caído sobre a tua testa. Penetrei no teu quarto às escondidas e inteiramente só. Há poucos minutos, quando no meu gabinete, lia o jornal, uma onda de remorso tomou conta de mim. Reconhecendo-me culpado, vim para o seu lado.

Vou dizer-te, filho querido, sobre o que estive pensando: tenho sido exigente demais contigo. Repreendo-te, quando te está vestindo para a escola, porque passaste no rostinho apenas uma toalha úmida. Censuro-te porque os teus sapatinhos não estão limpos. Chamo tua atenção com aspereza, quando jogas algumas coisas tuas pelo chão. No café encontro faltas ainda. desperdiças as coisas. Comes apressadamente. Pões os teus cotovelinhos na mesa. Passas manteiga demais no pão. Passo todo o tempo a ralhar contigo, meu filhinho. E quando sais para brincar e eu vou para tomar meu trem, levantas a mãozinha, acenas um gesto de amizade e dizes: Até logo, papai. E eu, na eterna ânsia de repreender-te, franzo a testa e digo: - Endireita os ombros!

E quando regresso à tardinha, recomeço as minhas exigências. Quando subo a estrada venho espiando-te. Vejo-te, de joelhos, jogando gude com os teus amiguinhos. Descubro buracos nas tuas meias. Diante dos teus companheiros, humilhei-te, dando-te ordens para seguir à minha frente para casa. - As meias custam muito dinheiro. Se tivesses que pagar por elas saberias ser mais cuidadoso. Imagine só, filhinho adorado, tudo isso dito de um pai para um filho...

Lembras-te de mais tarde, quando eu estava no gabinete lendo, tu vieste, timidamente, com uma espécie de mágoa brilhando nos teus olhinhos? Quando olhei para o jornal, aborrecido com a interrupção, hesitaste na porta. - Que queres?, disse eu intempestivamente. Não disseste uma palavra sequer, mas correste para mim, passaste os braços no meu pescoço, beijaste-me, e os teus bracinhos apertaram-me com um afeto que Deus colocou florescente no teu coracãozinho e que mesmo com toda a minha negligência, não pode fenecer. E então, foste aos pulos, escada acima.

Bem, meu filho, pouco depois disto o jornal cai das minhas mãos e um receio doentio invadiu-me inteiramente. Que vantagens para mim vinha ensejando o meu modo de tratar-te? Descobrir tuas faltas, repreender-te pelas mínimas coisas - era a minha recompensa para ti, meu filho, por seres uma criança. Não era porque eu não te amasse; era porque eu queria exigir demais da tua infância. Eu te estava medindo com as jardas dos meus próprios janeiros.

E no teu caráter há tanto de bom, de fino e de verdadeiro. O teu coracãozinho é tão grande como a própria aurora quando desponta sobre as grandes montanhas. Melhor demonstração de tudo isto não podias dar do que, apesar de tudo e depois de tudo, correndo para mim e beijando-me carinhosamente ao dizer boa-noite.

Filho, nada mais importa hoje à noite. Vim para o teu lado, no escuro, ajoelhei-me envergonhado. Esta é uma fraca reparação; sei que não entenderias estas coisas se eu as dissesse quando estiveres acordado. Mas, meu filho adorado, amanhã eu serei um verdadeiro pai. Serei um companheiro teu, sofrerei quando sofreres, rirei quando rires. Morderei minha língua quando vierem palavras impacientes. Conservar-me-ei repetindo como se fosse um ritual: - O meu filhinho nada mais é do que uma criança - uma pequena criança.

Estou receoso de te haver encarado como um homem. Entretanto, quando te vejo agora, meu filho querido, todo encolhido e despreocupado na tua caminha, vejo que ainda és uma criança. Ontem estavas nos braços de tua mamãe, a cabecinha recostada no seu ombro. Eu estava exigindo demais de ti. Muito. Muito.

Liderança

Benefícios de conflitos na Igreja:

1. Força o exame de conceitos estabelecidos e de métodos tradicionais de exercer o ministério

2. Motiva a troca de opiniões e sentimentos entre as pessoas e entre grupos

3. Força a igreja a criar um procedimento para manter a ordem e a estabilidade

4. Pode gerar unidade na igreja, criando linhas de comunicação que não existiam antes ou estavam inativas.

Algumas causas de conflito:

  • Diferenças de personalidade. Há quem diga que onde há pessoas há conflitos.
  • Luta pelo poder.

Origem do poder:

a) cargos exercidos

b) reputação

c) riqueza

d) longevidade

e) influência política

f) habilidade para intimidar

  • Visão muito estreita do ministério

    a) pessoas autocentradas

    b) egoísmo

    c) sensação de propriedade ou paternidade de projetos ou áreas de atuação

  • Ausência de um propósito claro para a Igreja

Princípios para solução de conflitos:

  1. Aceite que a existência de conflitos na igreja é inevitável
  2. Em qualquer tipo de conflito busque a solução bíblica Ver Mateus 5:22-26 e 18:15-17
  3. Identifique e trate o conflito antes que ele saia de controle
  4. Aborde o conflito sob a perspectiva cristã
  5. Reúna todos os fatos
  6. Tenha muito cuidado com o que vai falar durante uma discussão ou desentendimento
  7. Não tente encobrir um erro, isto só agrava o problema
  8. Lembre que muitos dos conflitos são de origem espiritual (Mateus 16:13-23)
  9. Cultive uma perspectiva eterna quando lidar com o conflito
  10. Não utilize sua autoridade como líder para força as pessoas a abrir mão de suas posições.
  11. Em alguns casos, basta concordar em discordar e seguir a vida.

Texto traduzido e adaptado de The Effective Church Board, Michael J. Anthony, Baker books, 1993. Pág. 156/166.


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Banca de Revistas

Ótimo site com uma lista imensa de links para revistas, jornais e periódicos do mundo inteiro.  

Pesquisa Bíblica

Além das informações constantes do site da Junta de Missões Nacionais, é possível utilizar o programa para pesquisa bíblica.  


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