ReVendo

"...não que já seja perfeito, mas prossigo para o alvo..."

Número 009, 23 de novembro de 2000

Lúcio César Menezes

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Família

Disciplina com amor funciona

Por Gary Chapman e Ron R. Lee

Pais enfrentam dilemas como este quase que diariamente: Marcos retruca quando você lhe diz para juntar seus brinquedos. Ele está muito respondão e você já notou isto. Após controlar sua raiva, você o manda direto para o quarto. Pensa consigo mesmo: "Ele pensará duas vezes antes de me desafiar de novo!". No dia seguinte, no carro, você pede para o Marcos parar de chutar seu banco, mas ele continua a chutar até chegarem à loja. Não satisfeito, faz o maior escândalo na loja quando você não compra o brinquedo que ele quer!

Ao chegar em casa, você tranca o brinquedo preferido dele num armário, coloca-o de castigo por algum tempo e avisa que ele não poderá assistir ao seu filme predileto por alguns dias. Mas, logo após o castigo, nova confrontação acontece e você está para perder a cabeça! E aí vem a pergunta: "O que estou fazendo de errado? Por que ele simplesmente não se comporta direito?

Você sabe que não pode continuar agindo assim, mas sente-se como se já tivesse esgotado todas as opções para tratar do problema.

Disciplina positiva

Fazemos da disciplina um desafio maior do que deveria ser, em parte, por igualarmos disciplina com punição. Mas a punição é apenas uma pequena parte do processo. É mais interessante pensar no aspecto positivo da disciplina, uma palavra que significa treinamento.

Treinando nossos filhos para se tornarem adultos responsáveis, ensinamos-lhes os valores e as habilidades que precisam para serem bem sucedidos na vida. Por exemplo, quando uma criança é agressiva com um adulto, a primeira reação dos pais é a de punir. Mas, antes de dar este passo, verifique se boas maneiras foram ensinadas para a criança. A agressividade pode ser substituída por um comportamento respeitoso. E, ao praticar boas maneiras, a criança estará aprendendo uma habilidade importante que usará para o resto da vida.

Enquanto a punição estaria resolvendo um problema imediato, o treinamento enquadra o comportamento um modo de vida positivo para a criança.

Um segundo aspecto relacionado com a disciplina é a correção. Enquanto a punição envolve uma penalidade, a correção leva a criança a afastar-se da desobediência e a orienta para a direção certa. Em muitos casos, uma palavra de correção é tudo de que se precisa: "Não ande de bicicleta na pista porque pode ser atropelado." Se as palavras não funcionarem, o próximo passo é estabelecer uma ação corretiva.

Digamos que a criança insista em andar de bicicleta na pista. Antes de puni-la, dê um passo intermediário. Calmamente leve-a de volta a um local seguro (o jardim, o quintal, debaixo do bloco etc). Agora, distante da tentação de pedalar uma pista movimentada, ela poderá se divertir numa área mais segura. Treinar nossos filhos e corrigi-los com palavras e ações são modos de ensinar e guiá-los sem precisar recorrer a penalidades.

Mas, se seu filho continua a desafiá-lo, é hora de punição. Este é o momento em que a disciplina se torna negativa, pois nos causa desconforto. A conexão do amor Seja a perda de privilégios, um tempo de castigo ou a varinha no bumbum, a punição chama a atenção da criança. Demonstra que os pais são sérios ao exigir o cumprimento de uma regra que a criança está insistindo em quebrar! Mas, muito freqüentemente, esquecemos de punir nossos filhos num ambiente de amor incondicional.

Alguns pais têm medo de que demonstrar amor a uma criança desobediente é o mesmo que dar uma licença para a rebeldia. Mas esta é uma má interpretação do que seja disciplina. Precisamos disciplinar os filhos porque os amamos e não o contrário. A pior coisa que podemos fazer é não demonstrar amor por nossos filhos como uma forma de punição. Quando uma criança está sendo beligerante, é normal que fiquemos com raiva. Mas, não importa quantas vezes seu filho quebre a mesma regra, não permita que sua frustração leve-o a amá-lo condicionalmente. Se uma criança se sente rejeitada, não demorará a agir de acordo com o sentimento. Se a necessidade de amor e carinho não estiver sendo atendida, a criança continuará a quebrar as regras, ou algo ainda pior, até que se sinta amada.

Eu e minha esposa criamos duas crianças. Um de nossos filhos era, quase sempre, cooperador, enquanto o outro parecia estar constantemente com problemas. Eu sei o quanto é fácil demonstrar amor ao filho mais agradável e uma um rosto fechado para o que vive passando dos limites. Como a maioria dos pais, pensei "Vou dar-lhe muitos abraços quando ele controlar sua língua!". Percebi, no entanto, que ceder a este pensamento significa colocar condições para amar meu filho. E o amor condicional não reflete a profundidade do amor de Deus para conosco, amor que não é diminuído por nossas falhas. Deus nos disciplina porque nos ama (Hb. 12:5-7). É crucial que demonstremos amor incondicional por nossos filhos mesmo quando temos que puni-los. Uma criança precisa ouvir: "Eu te amo sempre, mesmo quando me desobedeces. Mas como continuaste batendo no teu irmão, mesmo depois que mandei parar, não vou permitir que brinques com teus amigos hoje. Terás que ficar dentro de casa."

............

Queremos que nossos filhos sempre voltem para casa, portanto, é essencial que não limitemos nosso amor por qualquer tipo de condição. Se os estamos treinando e ensinando, corrigindo-os com palavras e exemplos, ou punindo por seguidas transgressões, precisamos fazer isto com amor. Temos que ligar nossa disciplina com amor por nossos filhos.

Liderança

Segundo estudiosos em relacionamento interpessoal, são necessários de três a dez elogios para compensar um comentário negativo. A quantidade depende da gravidade do comentário e da profundidade da ofensa. É um indicativo bem interessante para pensarmos. Como temos trabalhado a relação elogioXcrítica com as pessoas com quem nos relacionamos?

Fui assistir a uma palestra profissional esta semana. O preletor começou de forma tão negativa que desmotivou todos os presentes. Deixou claro que estava ali por obrigação e que não sabia se o que estava defendendo iria funcional ou não. Não admira que, aos poucos, a grande maioria tenha saído e outros tenham se desligado do tema. Palavras negativas têm a capacidade de desmotivar, entristecer e desanimar qualquer pessoa.

É melhor passar fome onde há paz que Ter fartura numa casa onde há confusão. Talvez você esteja pensando: bem, mas eu não falo nada de ruim para alguém há um bom tempo! Pode ser verdade. Mas fica a pergunta: e algo de bom, há quanto tempo você também não fala?

Um ambiente agradável (seja no trabalho, igreja ou em casa) pode ser mais facilmente construído com palavras de elogio e estímulo. Todos nascemos com o desejo forte de sermos reconhecidos. Fique atento ao valor e às qualidades dos que lhe rodeiam e seja capaz de elogiar. Isso fará bem a você e à outra pessoa.


Sites interessantes

Confira estes endereços:

Web História

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Histórias de verdade

Site com histórias de vida verdadeiras que podem ajudá-lo em momentos difíceis ou ser usadas para ilustrar palestras, cartas ou discussões. 


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