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ReVendo

"...não que já seja perfeito, mas prossigo para o alvo..."

Número 014, 15 de fevereiro de 2001

Lúcio César Menezes

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Conteúdo

Família

Liderança


Família

Pode parecer óbvio afirmar que casais felizes desenvolvem afeição e respeito mútuo. Estão vivendo bem juntos por gostarem um do outro e por perceberem o valor que há no parceiro. Um bom relacionamento conjugal consiste, entre outras coisas, de uma sensação palpável de respeito mútuo e afeição.

Lembrar do outro é algo agradável. No entanto, há muitos fatores que enfraquecem ou anulam a força positiva do respeito e da afeição no relacionamento. Dito de outra forma, não basta reconhecer que a relação começou com as características mencionadas. Afinal, se não houver cuidado elas desaparecerão com o tempo.

A pressão da vida, problemas financeiros, doença, problemas de moradia, diálogo ineficiente e o alheamento para com as necessidades do outro são alguns dos fatores capazes de anular o respeito e a afeição. É bom deixar claro, entretanto, que mesmo nos relacionamentos em que as dificuldades já sejam muito grandes e se viva em um clima de falta de esperança e tristeza, os bons hábitos podem ser restabelecidos. Basta querer e trabalhar para conseguir.

Enquanto a afeição e o respeito estão presentes no relacionamento há clima mais favorável para tratar das diferenças e das questões problemáticas. À medida que o nível de afeição vai diminuindo e começam a brotar expressões, verbais ou físicas, de desrespeito, acentua-se a dificuldade em resolver os conflitos conjugais. Sendo assim, a grande vantagem de exercitar formas de manter alto o nível de afeição e respeito é criar um clima favorável e atraente na família.

Um ambiente que permita tratar as questões difíceis com mais compreensão e empatia.

Para restabelecer ou incrementar um clima de afeição e respeito em sua casa, use a memória e aja como um namorado/a faria.

Algumas sugestões poderiam ser:

1. Relembrem da forma como se encontraram e como resolveram ficar juntos. Quais as primeiras impressões?

2. Por quê, entre milhões de pessoas possíveis, vocês resolveram casar? O que havia de especial no outro? Lembrem de pelo menos três características boas do parceiro.

3. E a lua de mel? Viajaram? Foram momentos agradáveis? Quais as lembranças?

Um bate papo descontraído, olhando fotos antigas e fazendo um lanche gostoso é um bom começo para restaurar a afeição e o respeito. Esta conversa vai afastar o foco dos problemas e da sensação de que o casamento só é feito de trabalho, enfado e canseira.

Liderança

Críticas: Como Construir com elas

A maneira mais eficaz e rápida para desmotivar alguém, e ainda perder um colaborador, é criticando. Com críticas você gera ressentimentos, e ganha desafetos. Existem várias maneiras de criticar. Algumas são mais grosseiras, como aquelas feitas diretamente com palavras, e pessoas sem habilidades (as vezes são gerentes de longos anos) usam estas frequentemente. Outras são mais sutís, mas igualmente deselegantes e não menos desastrosas, como o sarcasmo, o olhar de desprezo, os gestos de impaciência. Todas estas revelam despreparo e falta de habilidade em liderança, e não dão nenhum resultado positivo.

Mas há situações em que é necessário criticar uma outra pessoa. Afinal, não podemos ficar indiferentes a erros cometidos por pessoas em nossa equipe, família ou comunidade, quando estes erros de alguma forma nos afetam. Devemos ter em mente que todos somos educadores uns dos outros, na medida em que todos nós influimos uns nos outros. Há que se fazer isto com responsabilidade.

Ao criticar, seu objetivo sincero deve ser o de ajudar a outra pessoa. Uma crítica feita de forma correta acaba sendo um grande serviço, porque é feedback, e todos nós precisamos de feedback para fazermos acertos de rotas. Então, a primeira coisa a lembrar ao ter que criticar é: você precisa dar um feedback à pessoa.

Para que sua crítica seja construtiva, isto é, para que a pessoa a escute com boa vontade e aproveite-a para fazer correções de rumo, observe as seguintes regras:

a) Comece pelos pontos positivos: encontre-os e os elogie. Lembre-se: primeiro os pontos positivos, aquilo que merece elogio. Faça-o de forma sincera e enfática. Isto deixará claro que você não está com espírito de má vontade.

b) Critique a AÇÃO inapropriada da pessoa, nunca a própria pessoa. Evite dizer "você errou...", prefira "esta ação...". Seja específico. Evite aqueles comentários indiretos. Fale especificamente dos pontos errados que devem ser criticados.

c) Evite generalizar.

d) Identifique se há responsabilidades suas no erro cometido pela pessoa, e assuma esta sua parte do erro, de forma sincera. A coisa mais fácil de se fazer é fugir de responsabilidades. Esteja presente. Fale olho a olho.

e) A não ser que absolutamente inevitável, nunca o faça por telefone ou por escrito.

f) Ofereça sugestões de soluções possíveis.

g) Lembre-se de que criticar é fácil, quando não estamos no lugar do criticado. Tente colocar-se no lugar da outra pessoa e imaginar, honestamente, se com você seria diferente.

h) Não o faça em público. Converse pessoalmente e a sós com a pessoa.

Há um conto árabe, que li alguns anos atrás, que ensina: "escreva na pedra os elogios e agradecimentos, e na areia os ressentimentos e as críticas".

Extraído de: Qualidade: o fator humano. Por Gilberto Vítor e Cláudia Paschoal 


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