ReVendo

"...não que já seja perfeito, mas prossigo para o alvo..."

Número 019, 12 de abril de 2001

Lúcio César Menezes

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Conteúdo

Família

Liderança


Família

Assisti a uma cena que me chamou a atenção esse final de semana passado. Estávamos em um shopping, na área de alimentação. O filho parecia decidido a não comer ali. O pai, já sem paciência, pega no pescoço do menino (cerca de onze anos) apertar com força e fala: "Baixa a bola, moleque, vê se baixa a bola!"

Segui em frente para comer minha lasanha quatro queijos, mas a situação ficou marcada na minha memória. Antes de julgar o pai, lembrei que algumas vezes (não seriam muitas?) já agi da mesma forma com meus filhos.

Vez por outra estamos desatentos e agimos ou falamos de forma que magoa e prejudica as pessoas que amamos. São momentos em que esquecemos as boas maneiras, a educação e, às vezes, até mesmo o bom senso.

Achamos que estamos certos e as outras pessoas têm que aceitar o que queremos, do jeito e na hora que entendemos melhor. Cheios de razão, esquecemos que as pessoas têm sentimentos e podem ser machucadas por nossos gestos ou palavras.

Naquele rápido incidente podem ser observados:

  1. Falta de paciência - é muito mais simples e fácil resolver logo a questão com uma imposição firme e definitiva. Negociar, tentar ver as razões dos outros, ceder e rever posições não é muito agradável.
  2. Autoridade (em excesso) - às vezes a noção de autoridade é desvirtuada e agimos com arbitrariedade, subjugando o outro sem dar-lhe chance de expressar seus motivos e sentimentos.
  3. Estresse - as pressões do trabalho e as dificuldades da vida acabam influindo na qualidade do relacionamento na família. Se não tomarmos cuidado, descarregamos tudo nos filhos e no cônjuge. Algo bem injusto, afinal, são as pessoas mais importantes e que não merecem sofrer com reações tão incoerentes.
  4. Necessidade de afirmação - muitas vezes, os pais presumem um desafio nas escolhas dos filhos (ou do cônjuge). Sendo assim, ceder pode significar a perda de poder e autoridade. "Endurecem o jogo" para mostrar quem manda. Não digo que haja situações em que o desafio existe e é preciso marcar a presença da autoridade. Mas, cuidado para não confundir tudo e ser sempre intransigente.

Não sei se o menino comeu o que os pais decidiram por ele. Talvez sim. Mas, fico imaginando se a vitória dos pais, nesse caso, não será um prato indigesto no futuro das relações familiares.


Liderança

Os cinco macacos

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. No meio, uma escada e sobre ela um cacho de bananas. Quando um macaco subia na escada para pegar as bananas, um jato de água fria era acionado em cima dos que estavam no chão.

Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o pegavam e enchiam de pancada. Com mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.

Então os cientistas substituíram um dos macacos por um novo. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada.

Um segundo macaco veterano foi substituído e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado com entusiasmo na surra ao novato.

Um terceiro foi trocado e o mesmo ocorreu. Um quarto e afinal, o último dos veteranos, foi substituído.

Os cientistas então ficaram com um grupo de cinco macacos que mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse pegar as bananas. Se fosse possível perguntar a algum deles porque eles batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:

- "Não sei, mas as coisas sempre foram assim por aqui".

Texto anônimo


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