ReVendo

"...não que já seja perfeito, mas prossigo para o alvo..."

Número 022, 03 de maio de 2001

Lúcio César Menezes

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Conteúdo

Família

Liderança


Família

Há muitos conceitos que parecem tão batidos e conhecidos que não deveriam mais ser tratados em textos ou palestras para casais. A prática, todavia, tem ensinado que muitos problemas enfrentados pelos casais acontecem justamente em razão do esquecimento de conceitos bem simples.

Um exemplo é a orientação bíblica de que, com o casamento, os cônjuges deixarão pai e mãe. Há vários aspectos envolvidos na idéia de deixar - entre elas o emocional. Casar significa estabelecer um novo envolvimento sentimental que deve assumir a prioridade - marido e mulher passam a ser um.

Estudos feitos por especialistas americanos mostram que a disputa entre a esposa e a mãe do marido é uma razão freqüente para incidência de problemas conjugais  graves. A pergunta que fica no ar é: "Qual a sua verdadeira família?"

O interessante é a mesma pergunta é feita pela esposa e pela "sogra", ambas inseguras diante da nova relação resultante do casamento.

E aí, qual a saída? O que o marido deve fazer? A quem deve valorizar mais? Quem é mais importante? Seria esta "disputa" desnecessária e inócua? Como agir?

Segundo John Gottman (Sete princípios para o casamento dar certo), só há uma saída para este impasse:   "A única saída para esse dilema é o marido ficar do lado da mulher e contra a mãe. Embora isso possa parecer duro, lembrem-se de que uma das tarefas básicas do casamento é estabelecer a noção de cumplicidade entre marido e mulher. Portanto, o marido precisa fazer com que a mãe perceba que sua esposa realmente vem em primeiro lugar. A casa é dele e da esposa e não da mãe. Ele é primeiramente marido, depois filho. Não é uma posição agradável. A mãe pode ficar magoada. Mas provavelmente vai acabar adaptando-se à realidade de que a unidade familiar do filho, onde ele tem o papel de marido, é mais importante para ele. É absolutamente crucial para o casamento que o marido seja firme nessa questão, mesmo que ele se sinta injustamente envolvido e que sua mãe não consiga aceitar a nova realidade. Não quero sugerir com isso que o marido faça alguma coisa que possa humilhar ou desonrar os pais dele ou ir contra seus próprios princípios. Ele não deve se comprometer. Mas tem que ficar do lado da esposa e não em cima do muro. Ele e a esposa devem estabelecer os rituais, valores e o estilo de vida da família e insistir que sua mãe os respeite."

Não é de surpreender que a Bíblia já alertasse para essa necessidade, fundamental para que a nova instituição (seu lar) possa crescer a assumir uma identidade própria e independente. Se o marido (em alguns casos a esposa) valorizar mais o envolvimento emocional com os pais e deixar em segundo plano o cônjuge, os problemas certamente virão!

Essa questão é tão séria que, se não resolvida corretamente, vai ficar retornando e perturbando a paz do casal a vida inteira. Ela não é problema apenas para os que casaram há pouco, mas reaparece nos momentos significativos da relação: a chegada dos filhos, um novo emprego, filhos na adolescência, a velhice dos pais, doenças etc.

Outro ponto básico é que o casamento é uma solução brilhante contra a solidão. Deus percebeu que não era bom que o homem estivesse só (Gen. 1:18a). A interação entre homem e mulher faz parte do desenvolvimento do ser humano, criando na intimidade do relacionamento conjugal espaço para amadurecimento e senso de missão. A visão deve ser de completar um ao outro, preencher necessidades e incentivar as potencialidades.

Para alcançar objetivos tão interessantes é preciso organizar a vida familiar de modo a preservar tempo em comum para diversão, lazer, comunhão espiritual, física e emocional. É preciso aprimorar a comunicação de modo a perceber as carências um do outro.

Casais que pouco se encontram permitem a criação de um fosso capaz de esfriar qualquer romantismo e envolvimento emocional. Em pouco tempo estão morando juntos, mas estão solitários e o casamento perdeu uma de suas mais significativas funções. Tornar-se uma "só carne" não se restringe à relação sexual. Ao contrário, resume a idéia de que os dois estão se comunicando e se encontrando cada vez mais intima e intensamente.

Os aspectos "lembrados" hoje se aplicam a qualquer fase do relacionamento. Estou certo que você já sabia de tudo isso, que não há nenhuma novidade. Tudo bem, só espero que estejamos lembrando de tornar tais conhecimentos básicos em prática na vida diária.


Liderança

Tomar decisões, lidar com pessoas, cobrar tarefas, discutir projetos, ser criticado ou questionado, trabalhar longos períodos, não ser reconhecido, saber ouvir e ser discreto geram, sem qualquer dúvida, muita pressão sobre um líder.

O resultado é que, se não tomar os cuidados devidos, ficará estressado e a liderança passará a ser um peso, desaparecendo a alegria e o prazer de trabalhar.

As circunstâncias que causam estresse e ansiedade aparecerão e precisam ser encontradas forma saudáveis de lidar com problemas. Colecionamos algumas sugestões dadas a líderes cristãos e vamos compartilhar com você.

1. Aprenda a distinguir o que você pode e o que não pode controlar - quando desejamos controlar situações que estão fora de nosso controle o nível de ansiedade cresce. Cuidado para não querer resolver questões que estão fora de sua alçada, que dependem da decisão de outros ou que são simples conseqüência de outras decisões tomadas. 

2. Assuma que você é o responsável final pelo rumo que sua vida (pessoal ou profissional) vai tomar - ficar querendo agradar e preencher expectativas dos outros pode ser extremamente frustrante. Especialmente se tais expectativas não são adequadas ao que você é ou deseja ser. Descubra para onde quer ir e saiba que Deus o criou de forma única e especial.

3. Aprenda a distinguir entre pessoas seguras e inseguras e escolha se relacionar com os que têm um padrão saudável de comportamento - a influência das pessoas com quem você se relaciona é mais forte do que se costuma acreditar. Andar com pessoas resmungonas, depressivas, com baixa auto-estima vai pressioná-lo negativamente. Escolha amigos que estejam de bem com a vida, saibam o querem chegar e assumam a responsabilidade pelo seu próprio sucesso.


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