ReVendo

"...não que já seja perfeito, mas prossigo para o alvo..."

Número 025, 24 de maio de 2001

Lúcio César Menezes

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Conteúdo

Família

Liderança


Família

Questões pequenas podem causar grandes dificuldades no relacionamento conjugal. Um descuido é capaz de  gerar sentimentos bem desagradáveis como, por exemplo, amargura, frustração, ansiedade, rancor e ódio.

Conforme visto na semana passada, a afeição e o respeito podem evitar muitos desses problemas.

Algumas semanas atrás passamos por uma dessas situações que podem gerar uma forte discussão ou muitas risadas.

Felizmente o incidente nos levou a muitas risadas e ao aprendizado.

Mudamos recentemente para uma casa e, em nosso banheiro, há duas pias. Como por doze anos sempre dividimos a mesma pia, ainda estamos nos acostumando a ter sabonete e pasta de dente separados, cada um cuidando do seu.

Estávamos juntos no banheiro quando vi que meu tubo de pasta estava vazio e, automaticamente, estiquei o braço para pegar o dela. Que nada!!! Na hora ela segurou o meu braço e disse: "Que é isso? Pegue sua pasta na gaveta! Será que nem isso você pode fazer?!!"

Olhamos um para o outro, houve um momento de tensão mas, no final, comecei a rir da reação dela. Caramba, eu disse, não sabia que um tubo de pasta fosse tão exclusivo assim!

Uma breve explicação. Estávamos bem um com o outro, numa fase de muito afeto e carinho, emocionalmente abastecidos. Esta, na minha opinião, a razão principal para as risadas que encerraram o assunto.

Tudo seria diferente se estivéssemos com déficit emocional. Seria o início de uma briga e de muitas palavras duras e amargas.

O que se pode tirar de útil de um incidente tão simples e corriqueiro? Vejamos:

1.      Atenção para os detalhes: não tinha percebido ainda, mas havia uma expectativa não atendida desde o início do casamento. Mírian esperava que eu observasse quando o sabonete (xampu, pasta de dentes etc.) estivesse acabando e substituísse por um novo! Eu, por outro lado, achava mais que normal ter sempre alguém colocando sabonete novo.

2.      Necessidade de diálogo: as expectativas não atendidas acontecem, principalmente, pela incapacidade de comunicação. A vida vai passando e não conseguimos passar para o outro nossas necessidades. Pior de tudo: consideramos uma falta de respeito quando não temos uma necessidade atendida, presumindo que o parceiro deveria saber.  Para evitar sofrimento desnecessário, seria mais fácil ir esclarecendo a cada dia as expectativas um ao outro. Conta-se que um casal de velhinhos apaixonados, casados há cinqüenta anos, foi comprar dois jazigos no cemitério, um ao lado do outro. Depois de fechar o negócio, o velhinho disse:
- Querida, quando eu morrer, quero ser enterrado do lado esquerdo. Surpresa, ela respondeu: - Está bem. Se você morrer antes, vou pedir para que o enterrem do lado esquerdo. Mas estou curiosa para saber porque você quer ser enterrado do lado esquerdo se a vida toda dormiu do lado direito da cama. Por acaso teria preferido dormir do outro lado?
Ele olhou com ternura e afirmou:
- É verdade, eu sempre quis dormir do lado esquerdo da cama.
- Espantada ela perguntou:
- E por que nunca disse? Teria sido tão simples trocar de lado...

Não deixe de dialogar, é o melhor caminho para se encontrar uma solução.

3.       Escolha sua reação: podemos escolher a reação que teremos diante de qualquer situação. Contra-atacar, reagir à altura, ironizar, refletir, compreender, respirar fundo, fazer uma pausa, enfim, qualquer outra entre centenas de possibilidades.  Em suma, uma coisa é certa: entre o estímulo e a resposta há um tempo suficiente para escolhermos a atitude a tomar.

Os casamentos perdem em qualidade quando não se cuida dos pequenos detalhes ou problemas. Por trás de uma crise forte está a junção de pequenos problemas e de expectativas não atendidas no relacionamento.

Finalmente, antes de presumir que o outro está deixando de preencher suas expectativas de propósito, saiba que há a possibilidade de ele(a) não saber!

Lúcio César Menezes


Liderança

Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas(Fil. 2:14)

 Dizem os entendidos que uma coisa é certa em liderança: ninguém é capaz de agradar a todos.

A preocupação do líder deve ser trabalhar com honestidade, integridade e usando o melhor de seus recursos materiais e espirituais. Deve estar tranqüilo de que não será acusado de negligência ou desídia, embora possa cometer erros ou fazer avaliações equivocadas.

Agindo assim, no entanto, não lhe dará a garantia de que não enfrentará oposição entre seus liderados. Haverá sempre a possibilidade de que pessoas não aceitem o rumo que sua liderança está tomando.

As murmurações podem acontecer em qualquer ambiente e a igreja não está livre delas. Sendo um local onde se congregam pessoas, não é de admirar que hábitos contrários ao padrão de Deus sejam trazidos para o meio da comunidade.

Chamo a atenção para o fato de que não são apenas os liderados que murmuram! E aqui vai o desafio - líderes devem ter muito cuidado para não se tornarem murmuradores e darem um péssimo exemplo.

Estar à frente de um grupo significa lidar com diferenças de opinião, estados emocionais os mais diversos, problemas passados não resolvidos, questões familiares estressantes e disputa pelo poder e influência.

São situações que carregam uma carga emocional bastante explosiva e que, não havendo cuidado, pode detonar qualquer liderança.

Sabendo disso, cabe ao líder se fortalecer emocional e espiritualmente para enfrentar tais questões com serenidade, paciência e sabedoria. Deve ser alguém capaz de solucionar problemas, de abrir novos horizontes às pessoas, de desarmar crises e estabelecer um clima de cordialidade entre todos.

Se não houver cuidado, o líder pode passar a ser o causador de problemas na comunidade, criando um ambiente pesado e dificultando o crescimento das pessoas.

A murmuração pode se tornar a válvula de escape do líder, trazendo grande prejuízo para todos.

É preciso muito cuidado para que o líder não se deixe levar pelas pressões e decepções que podem ocorrer em sua vida, minando seu exemplo.

A Palavra nos diz que é preciso estar atento para as motivações para liderar: devemos fazer tudo com alegria, sem reclamações.

Os problemas e as frustrações não podem servir de desculpa para que o líder seja  murmurador, desanimado e sem projetos para o futuro.

Lúcio César Menezes


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Humor Gospel

Feita para descontrair. Dá pra aprender algumas coisas interessantes rindo e se alegrando um pouco. Vá logo antes do "apagão"!


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