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ReVendo

"...não que já seja perfeito, mas prossigo para o alvo..."

Número 026, 31 de maio de 2001

Lúcio César Menezes

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Conteúdo

Família

Liderança


Família

"De sorte que, meus amados, do modo como sempre obedecestes, não como na minha presença somente, mas muito mais agora na minha ausência, efetuai a vossa salvação com temor e tremor;"(Fil. 2:12)

Ensinar filhos está sendo cada dia mais desafiador. A pressão social dos amigos e o constante bombardeio da mídia apresentando opções nem sempre saudáveis coloca sobre os pais uma responsabilidade imensa.

Os exemplos de cantores, atores, políticos e jogadores famosos tem uma forte influência. Infelizmente, nem sempre são exemplos adequados e que mereçam ser seguidos. Não são poucos os que chegam a defender o uso de álcool e outras drogas como forma de chegar à "felicidade".

A necessidade de pertencer a um grupo, especialmente na adolescência, torna ainda mais vulneráveis nossos filhos à pressão de amigos. Dizer não ao álcool, às drogas e à violência pode não ser fácil. Aliás, quase nunca é!

Paulo, escrevendo aos Filipenses, capta de forma especial que essa dificuldade de ter uma opinião firmada não é exclusiva de crianças, jovens ou adolescentes. Mesmo pessoas adultas se vêem pressionadas a agir de forma incoerente com seus conceitos em determinadas situações.

O grande objetivo do apóstolo é ter a segurança de que os filipenses continuariam a obedecer os padrões divinos mesmo durante a ausência dele. Nosso objetivo como  pais não pode ser diferente. A maior segurança que pais podem ter no futuro dos filhos é saber que os valores estão gravados de tal forma em sua vidas que, mesmo quando sozinhos, se guiarão por eles.

Mas como conseguir esse milagre? Como formar filhos com personalidade e caráter fortes o suficiente para rejeitar propostas indecorosas? Como desenvolver nos filhos confiança capaz de levá-los a rejeitar álcool e outras drogas?

1. Fortalecer o relacionamento: o ensino deve acontecer diariamente, aproveitando todas as oportunidades. Não deve ser formal a ponto de marcar uma reunião para tratar de questões sérias da família. As reuniões podem até acontecer, mas não devem ser o único momento em que os valores e as expectativas devem ser declarados. Antes das reuniões, no entanto, use cada momento para passar valores para as crianças. Em vez de só fazer sermões nos momentos de crise, ensine enquanto estiverem brincando, quando estiverem assistindo televisão ou acessando a internet. Uma notícia ruim pode ser a deixa para falar da provisão de Deus, a cassação de um político pode servir para ressaltar o valor da honestidade e da integridade. Passar valores é muito mais fácil quando estamos nos divertindo, de bom humor. A mente está mais aberta e há menos espaço para uma atitude defensiva. Afinal, ouvir um amigo é muito mais agradável.  

2. Invista tempo na relação: não há como ter qualidade de tempo se não houver quantidade de tempo. É verdade que todos trabalhamos muito, que estamos muitas vezes estressados, que precisamos descansar etc. etc. etc. Mas também é verdade que precisamos dar atenção à formação dos filhos. Como desenvolver uma relação de amizade se só estamos disponíveis para criticar, corrigir e proibir os filhos? Como conversar se só chegamos perto para falar, dar sermões e dizer o que nós queremos que eles façam?

3. Ouça com atenção: é preciso desenvolver a capacidade de ouvir os filhos. A boa comunicação passa pelo interesse genuíno sobre as necessidades e expectativas do outro. Há muito que aprender se prestarmos atenção aos nossos filhos. As entrelinhas estão gritando e não somos capazes de ouvir! Olhe mais para seu filho, observe suas feições, seus gestos, que roupas está usando, seu sorriso, seus olhos, seus movimentos de mãos. Fique atento às mudanças de humor, à impaciência e à tristeza. Não se limite a ouvir palavras, preocupe-se em ler nas entrelinhas. 

4. Conheça os amigos deles: sabendo que eles vão influenciar os filhos, nada melhor que saber no que acreditam, como agem diante da vida, que valores defendem. Os pais deles incentivam beber "socialmente"? Costumam falar a verdade para os pais ou pregam mentiras "inocentes"? Tiram boas notas? Que filmes costumam ver? Que lugares gostam de freqüentar? Se possível, é melhor trazê-los para sua casa, pois estarão sob supervisão. 

5. Valorize em seus filhos, desde pequenos, a obediência: filhos que foram ensinados a obedecer estão mais protegidos de influências negativas. O respeito pela autoridade paterna e materna contribui para que o filho decida pelo que é correto, ainda que sob a pressão de amigos. Sendo assim, encare o treinamento de seu filho como um conjunto de ensinos que o levem à obediência e ao respeito por sua autoridade. Pais que não ensinam a obediência aos filhos comprometem seriamente seu futuro. Serão pessoas com dificuldades de obedecer a Deus e de se submeterem a outras autoridades. Lembre-se que as decisões mais importantes da vida deles serão tomadas sem sua presença física por perto, mas serão decisões positivas se sua presença espiritual se der por meio de valores e conceitos ensinados no devido tempo.

Além desses cuidados há, para os que crêem, o recurso sobrenatural da oração. Pedir a Deus a continuada e constante proteção aos filhos é um caminho recompensador. Não deixe o futuro de seu filho ser obra do acaso ou da sorte - invista o que há de melhor e colha os frutos.

Lúcio César Menezes


Liderança

O silêncio vale ouro...

 Há situações em que ficar calado não é exatamente a melhor postura que o líder deve tomar. É verdade que devemos cuidar para não falar demais ou de forma inconseqüente, mas há momentos em que é preciso tomar posições claras e audíveis.

Quem tem filhos pequenos deve gostar do silêncio, sem dúvida alguma. Mas nem sempre o silêncio leva a soluções corretas, especialmente no exercício da liderança.

Em artigo intitulado O silêncio pode ser fatal, o Dr. Dan Reiland mostra alguns problemas graves que podem advir de se usar o silêncio nos momentos errados:

"1. O silêncio permite ou provoca interpretações erradas: No início do meu ministério pensei que a melhor forma de demonstrar amor fosse ouvir. Mas, um dia encontrei com uma pessoa negativa que reclamava de tudo e achava que nada na igreja estava certo. Como de costume eu ouvi. Alguns dias mais tarde, ele estava falando por aí que eu concordava com tudo que ele tinha falado, mesmo sem que eu concordasse com qualquer coisa que tinha sido dita. A partir daí percebi que o silêncio pode ser confundido com concordância, apoio. A compaixão e a empatia são excelentes virtudes, mas não são muito úteis se você deixa argumentos que ferem passarem sem a devida resposta. Todos devemos levantar a voz para defender nossa igreja, pastores e ministérios. Ainda que não concordemos com tudo que é feito, não devemos demonstrar falta de unidade.

2. O silêncio retarda ou evita o perdão: Somos ensinados a perdoar pelas Escrituras e pelo exemplo de Jesus. Mas o orgulho muitas vezes nos impede de comunicar o perdão aos outros. Não basta perdoar no coração, se não deixar o outro saber equivale a não ter exercitado o verdadeiro perdão. A cura e a plenitude no Corpo de Cristo vem pelo compartilhar de forma audível a graça perdoadora de Cristo.

3. O silêncio enfraquece a liderança: é possível encontrar líderes que participam das reuniões e atividades da igreja mas não dão, jamais, uma contribuição para a solução de questões importantes. Ouvem, prestam atenção, pensam soluções valiosas, mas não falam. Perdem, eles e a comunidade, grandes oportunidades de causar um impacto positivo na vida das pessoas.

4. O silêncio promove divisão: o Corpo de Cristo é fortalecido quando você fala palavras de unidade, de apoio, e de compromisso mútuo. O silêncio permite que as pessoas fiquem imaginando em que posição você se encontra - seja quanto a valores familiares, apoio ao novo pastor ou seu comprometimento ao programa de construção. Infelizmente, em uma igreja local, as pessoas negativas e reclamadoras tendem a falar mais alto que as pessoas positivas, gerando uma idéia "negativismo majoritário". Tudo que será preciso é um líder positivo tomar iniciativa de falar e os outros logo estarão afirmando seu apoio. Fale, pois sua atitude poderá evitar divisão e fortalecer a unidade em sua igreja. Não fique em silêncio quando sua palavra pode causar um impacto positivo na vida da comunidade. 

Se você se habituar a falar a verdade em amor, será um líder precioso em sua comunidade."

E então, qual tem sido sua participação na vida de sua igreja/comunidade? Suas palavras têm causado um impacto positivo na vida das pessoas? Ou seu silêncio tem comprometido  a unidade? Estamos acostumados a ficar em silêncio quando concordamos ou consideramos que algum programa/atividade  está funcionando bem e esquecemos de elogiar, de demonstrar apoio e de incentivar as pessoas envolvidas. Enquanto isso, pessoas negativas tendem a reclamar de tudo e por tudo, gerando um clima adverso e desestimulante.

Sabendo que nem sempre o silêncio vale ouro, não deixe passar as oportunidades de falar palavras que abençoem e edifiquem.

Lúcio César Menezes


Link interessante

David Wilkerson

Muitas e excelentes mensagem do autor da "Cruz e o punhal", "Foge, Nick, foge!"


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