ReVendo

"...não que já seja perfeito, mas prossigo para o alvo..."

Número 028, 13 de junho de 2001

Lúcio César Menezes

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Conteúdo

Família

Liderança


Família

Mais um dia dos namorados! Poesia, romantismo, flores, alegria, paquera, passeios e jantares, presentes. Olhos nos olhos, toques sensuais, carinho, respeito e afeto.

Palavras de elogio, destacam as qualidades do parceiro e ajudam a colocar em último plano os defeitos e as dificuldades de relacionamento. A compreensão está em alta, fazendo com que o namorado aguarde, sem pressa ou irritação, a longa preparação da linda namorada.

Pensando em agradar um ao outro, escolhem as melhores roupas e os mais caros perfumes. O visual é estudado e caprichado, pois deixar uma boa impressão é importante. As horas não passam e a ansiedade aumenta diante da expectativa de um encontro marcante e muito desejado. 

Vão a um lugar escolhido a dedo, agradável aos dois e muito romântico. Seja num parque, num restaurante à beira do lago ou num jantar à luz de velas, se concentram em aproveitar cada minuto do encontro. Os detalhes são observados, a troca de olhares é intensa, os beijos cada vez mais apaixonados.

Conversam com entusiasmo, cada um mais interessado em conhecer as preferências e os desejos do outro. Prestam atenção às palavras, aos gestos e aos movimentos. Nada passa despercebido. Não há pressa...

Riem com prazer. Aliás, riem de tudo! Estão de bem com a vida e abertos para a alegria. Se divertem intensamente e sentem prazer em estar juntos. Conversam sobre tudo - preferências, esportes, família, trabalho, diversão, amigos, contam piadas, lembram de gafes. Parece não haver segredos ou assuntos proibidos.

Há muito toque, muito carinho e atenção. Dedicam-se intensamente um ao outro, valorizando a presença do parceiro. Naqueles momentos o mundo gira ao seu redor. 

Sabem que problemas e diferenças precisarão ser enfrentados e resolvidos. Percebem, entretanto, que quanto melhor estiverem um com o outro mais fácil será encontrar soluções satisfatórias para o casal.

O clima agradável e romântico do dia dos namorados deve ser incentivado e buscado intensamente pelos casais que desejam uma relação bem sucedida. Os ingredientes de um bom namoro são elementos essenciais no fortalecimento da vida conjugal, ajudando a sedimentar a amizade.

Casais com mais de cinco anos de casados costumam reclamar da aridez da vida conjugal, da rotina frustrante e da falta de diálogo. Viver juntos parece ser um fardo, às vezes insuportável. Bastaria olhar para as características do ambiente que o namoro produz para descobrir um meio leve e gostoso de recuperar a alegria na relação.

Casais bem sucedidos não são os que não têm problemas, mas os que estão preparados e dispostos a superá-los.

Entre as características positivas de um bom casamento podemos destacar:

  • comunicação - não apenas para discutir problemas, mas para elogiar, falar bem um do outro, abrir o coração, ser sincero e mostrar interesse pelo outro.
  • paciência - é capaz de compreender as limitações e manias do outro.
  • planejamento - um bom relacionamento não acontece por acaso. Há preparação e cuidado em escolher atitudes e palavras que incentivem e fortaleçam o casamento, há troca de informações sobre o que esperam do futuro.
  • há muito toque - a intimidade e o ajustamento sexual passam pelo carinho e o contato físico durante o dia. Abraços, cheiros e afagos aproximam e geram alegria.
  • há bom humor - são pessoas alegres, que não se sentem ameaçadas ou exploradas pelo outro. Riem com liberdade, pois não precisam se esconder atrás de uma máscara de infalíveis e perfeitos. Sabem que podem contar com o outro, mesmo diante de gafes e falhas.

O dia dos namorados pode ajudar muito um casamento, especialmente se servir para nos lembrar as vantagens de ter uma atitude de eternos namorados - alegres e interessados em fazer o outro cada dia mais feliz.

Lúcio Cesar Menezes 


Liderança

Você viu a Motivação por aí?


Dermeval José Franco Barbosa
Administrador e Consultor Organizacional
 

Seminários, palestras e cursos não motivam ninguém. O máximo que fazem é criar um "amortecedor" temporário nas pessoas e aliviar, nas chefias, a responsabilidade por incentivar e reforçar o comportamento positivo no dia a dia de trabalho.

Motivação é um processo, não um evento isolado ode aperta-se um botão e pronto... O funcionário está motivado. Acho graça quando alguém solicita um "curso de motivação para o pessoal", como se ali, durante 4, 8 ou 16 horas todos os problemas se resolvessem. Lembro também do atendimento a cliente... Quantas vezes já ouvi a frase: - "Precisamos de um treinamento de atendimento... a coisa tá ruim!" - E tome curso de motivação e atendimento com direito a música sertaneja, axé music, nova era, malabarismos em sala de aula, historinhas emocionais de fazer chorar, hipnotismos e tantas outras peripécias que ajudam as pessoas a aliviarem as pressões do trabalho, do chefe, do cliente (aquele chato que só reclama), do colega ao lado (que dizem que é meu cliente interno!) que vive me cobrando, do vizinho lá de casa que enche o saco e etc., Tc, etc. O curso foi bom, distraí minha cabeça e fui para casa cheio de idéias para cuidar do meu traseiro, pois descobri no curso o quanto estamos longe de acertar o passo. Qualquer semelhança com você é mera coincidência!

Motivação é conseqüência, não causa. Falta de motivação está em algum lugar da empresa. Pode estar na estrutura organizacional (a inflexível e impessoal caixinha criada algum dia por alguém que já "morreu" e que hoje está lá... Deus sabe porque!) Pode estar nos processos de trabalho. Você sabe que não são sorrisos que encantam clientes, mas processos bem desenhados e orientados para a satisfação dos clientes (internos e externos). A burocracia é uma ducha de água fria na motivação.

Ou quem sabe a falta de motivação está na apatia da liderança? Ôps! Toquei num ponto importante! É na liderança que a motivação pode estar escondida. - Tá bom! – Você diz: - Mas nossos chefes sempre estão fazendo cursos de aperfeiçoamento de liderança, são reciclados e atualizados todos os anos. Tudo bem, é super-importante mas... Você viu a motivação por aí?

Quando você contrata alguém para a empresa, esta pessoa entra naturalmente motivada. Disposta a contribuir, rezar o terço da organização e com grandes expectativas de crescer com a empresa. O que faz estas pessoas se desmotivarem com o passar do tempo? Três coisas.

Primeiro, a falta de perspectiva de futuro, da rotina enfadonha do trabalho, da falta de reconhecimento e, até mesmo, da falta de conhecimento da empresa onde trabalha. É! Surpreendeu-se?! Pois é! Quantas empresas fazem um bom endomarketing de seus "produtos" e "serviços", da sua imagem para os seus funcionários, de suas políticas de RH, da sua missão e de seus valores? Pouquíssimas!!! Se você, como profissional de RH não faz; o que está esperando? Mostre para todos os funcionários que o RH tem "produtos e serviços" muito bons e competitivos. Agora, se não tem, são pobres ou fracos, tá na hora de pensar seriamente na contribuição do RH para o negócio da empresa. A coisa é séria e seu emprego corre sérios riscos. Aliás, não o seu emprego porque você consegue outro, mas a sua própria carreira nesta área. Sabe por que? Porque você pode encher o saco de lidar repetidamente com tentativas e erros. Uma alternativa, para este caso, é tornar-se consultor de empresas. Pode dar certo!

O segundo motivo que leva à desmotivação na empresa são os processos de trabalho. Por mais boa vontade e competência que um indivíduo possa ter, não há cristão que agüente um processo de trabalho caduco, burocrático ou desenvolvido para atender os prazeres do chefe. – Há! Nós sempre fizemos assim... por que mudar? - Tá bom! Não falo mais!

Quer saber o terceiro? O Chefe! É! Ele mesmo! Coitado! Vive pressionado por resultados e ainda tem que ouvir essa?! Mas é isso mesmo. Nos primeiros dias de trabalho do novo funcionário, aquele sorriso largo do chefe. – Bem-vindo! – E algum tempo depois, eis que o novo funcionário é engolido pelo sistema do "urgente" em detrimento do "importante". Você apresenta um desempenho superior e o chefe agradece. Na segunda vez, um agradecimento "xoxo". No terceiro, olha com espanto, às vezes sente-se ameaçado... e nada. No quarto, nem dá bola – entrou na rotina. Lá se vai a motivação do novo colaborador! Escondeu-se de novo! Onde está a motivação?

Eis os locais para procurar a motivação perdida! O endereço, quase sempre, está no estilo de liderança. Não! Não quero falar sobre estilo, mas simplesmente na liderança. O que observo na prática (e você também) é que temos boas pessoas travestidas de chefes, mas que lhes faltam instrumentos que torne o ato de liderar algo palpável, mensurável, tangível e agradável. As pessoas desejam ser reconhecidas, valorizadas e recompensadas pelo que fazem. Os chefes também. E isto somente ocorre, quando fazemos o reconhecimento instantâneo. Tipo "bateu-levou". Dia desses assisti a uma palestra do tranqüilo Oscar Motomura onde ele contou a seguinte história: Diz ele que esteve com o físico Arno Penzias – Prêmio Nobel – e lhe fez a seguinte pergunta: Como é liderar uma equipe de aproximadamente 3 mil cientistas brilhantes espalhados por vários países? Como motivar estes cientistas? Simples! – disse ele! – "Está vendo este armário? Está cheio de brindes como camisetas, chocolates (barras de 5 quilos), bombons, pins, botons e pequenas lembranças. É assim que reconheço o trabalho dessas pessoas. Dando-lhes presentes de pequeno valor financeiro e de grande valor sentimental." Simples!

Quer motivar as pessoas? Simples! Desenvolva programas de reconhecimento instantâneo como por exemplo cheques reconhecimento, brindes, ingressos para teatro, futebol, um dia de folga, um mês de estacionamento grátis etc. São muitas e simples as maneiras de reconhecer e valorizar o comportamento positivo dos funcionários. Mas lembre-se, não se trata de uma campanha. Portanto, elabore o seu programa e treine as chefias para utilizá-lo de forma justa e honesta. É só aguardar os resultados positivos.

Programas gerenciais são válidos e importantes, mas é no dia a dia que as pessoas, chefes ou não, demonstram as suas habilidades, o seu conhecimento e, principalmente, as atitudes vencedoras e motivadas. O desafio da liderança é reforçar continuamente os comportamentos e as atitudes positivas dos funcionários. Manter a motivação em alta não é fácil e exige a mesma atenção que damos ao caixa da empresa.

E agora, depois de tudo isso, achou a motivação na sua empresa? Ela está aí. Encontre-a!

© abril de 1999. Dermeval Franco. Administrador e Consultor Organizacional.

 


Link interessante

Mormonismo

Site onde se pode colher informações interessantes sobre as heresias próprias da seita Mórmon.

 


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