ReVendo
"...não que já seja perfeito, mas prossigo para o alvo..."
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Número 030, 28 de junho de 2001 |
Lúcio César Menezes |
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Conteúdo Família Liderança Família Dicas para um casamento feliz "Como é que
pode o seu casamento estar dando certo? O que é que vocês fazem para o
seu casamento dar tão certo?" Esta pergunta foi feita por um casal
de amigos que veio jantar em casa. Eles explicaram a origem da questão:
"É que nós conhecemos vários casais de homens brasileiros casados
com americanas que não deram certo. Quando a mulher é brasileira e o
homem americano, normalmente dá certo. Mas quando o homem é brasileiro,
dá problema. Deve ser o machismo dos brasileiros e a independência das
americanas". Mesmo depois da
"revolução sexual", milhões de jovens ocidentais ainda sonham
com o encontro de um amor etéreo, feito em algum lugar aquém do tempo e
do espaço, e que, conforme Vinícius, "seja eterno enquanto
dure". Isso nada têm a ver com o conceito de amor que eu estou
usando. 1) Maturidade: A maturidade começa a ajudar na hora de escolher o cônjuge. É muito comum a pessoa imatura se apaixonar por alguém que não tem a mínima condição de construir um casamento feliz. Quando minha esposa e eu nos encontramos já éramos adultos e independentes. Nos encontramos enquanto servíamos como missionários numa ilha do Caribe (esta é uma história que, quem sabe, um dia eu conte). A nossa experiência de vida nos havia preparado para a convivência conjugal. 2) Desprendimento: Para que o casamento seja feliz é necessário que ambos tenham a capacidade de abrir mão de muitos dos seus desejos e de focalizar a atenção nas coisas que realmente importam na vida. Na verdade, esta é uma manifestação de maturidade. É ser capaz de pensar no bem estar do outro, e não apenas de si mesmo. A propósito, esta também é a atitude mais fundamental para qualquer existência civilizada. 3) Respeito: Um casamento só pode ser bom se houver respeito mútuo. Para que isto aconteça é necessário abandonar atitudes, como o machismo, a arrogância, o orgulho de classe e cultura, e uma série de outras doenças do Ego. A minha mulher está entre as pessoas a quem eu mais respeito no mundo, como pessoa, como mulher, como cristã, como mãe, e como companheira. E eu também me sinto respeitado por ela. Apesar de nós compartilharmos praticamente tudo o que temos, o meu respeito me leva a não invadir a privacidade dela. Isto implica em confiança, porque eu sei que ela não vai usar os seus momentos de solitude para fazer o que não deve. A propósito, o respeito é como uma moeda: tem dois lados. Eu também preciso me respeitar. Se eu não tiver respeito próprio, não vou inspirar o respeito do outro, e nem fazer por merece-lo. Respeito é fundamental. 4) Admiração: Esta é uma atitude sutil, e que precisa ser desenvolvida. Foi a minha esposa quem me despertou para esta necessidade. Ela tem muito a ver com o respeito, mas é diferente. O respeito é mais uma maneira de pensar sobre o outro. O respeito negativo pode gerar medo, e o positivo, admiração. Admiração é a disposição de focalizar a atenção nas virtudes da outra pessoa, incentivando e elogiando o outro por isso. 5) Compromisso: O que você diz para si mesmo determina uma grande parte da sua experiência de vida. Em outras palavras, o seu casamento depende, em grande parte, das suas opiniões e atitudes. Por exemplo, se você se convence de que o casamento é apenas uma tentativa, a possibilidade de fracasso é altíssima. É preciso que você diga a si mesmo que vai fazer todo o possível para que o casamento dê certo. É claro que esta atitude implica numa escolha sensata, a qual depende da maturidade. Se a moça se casa com um jogador compulsivo, não adianta se convencer de que vai ser feliz no casamento. Não adianta usar a sua determinação mental para mentir para si mesmo. Eu conheço muitos casos de pessoas que estavam vendo que a outra pessoa era desequilibrada, mas diziam: "Eu vou conseguir mudar o Fulano". Isto não é determinação, é auto-engano. 6) Autenticidade: Aqui estou me referindo a um conjunto de atitudes e comportamentos cujas várias facetas são: vulnerabilidade, sinceridade, veracidade, transparência, caráter, honestidade e humildade, entre outras. Onde há maturidade com respeito, não há perigo da autenticidade se transformar em vulgaridade. Se não houver autenticidade de caráter, não haverá nenhuma possibilidade do casamento se fortalecer em amor. 7) Carinho: Diferentemente de todas as atitudes anteriores, o carinho é o único que não depende da maturidade para existir, mas se nutre dele para se desenvolver por toda uma vida. Quando eu digo "carinho", não estou me referindo à paixão ardente dos namorados. Isso é desejo. O carinho realizador no casamento engloba muito mais do que o sexo. É o conjunto das formas de tratamento mútuo. Eis alguns exemplos de carinho implícito: (a) O modo de falar, mesmo quando estão tratando das finanças da casa. O seu tom de voz transpira os seus sentimentos. Eu tinha um colega que quando falava com qualquer pessoa ao telefone era um veludo, mas quando falava com a esposa, era uma pilha de nervos. (b) A ocupação do espaço na casa, pode implicar em carinho - por exemplo, a distância física do casal nos momentos de lazer. (c) As agendas do casal podem refletir carinho ou distância. Eles podem abrir espaço um para o outro, ou podem estar ocupados demais para investir no casamento. Bom, chega de tanto escrever. Só quero terminar dizendo o seguinte: sabe de onde eu tirei todos estes princípios de vida conjugal? Da Bíblia. Procure lá que você vai encontrar muito mais! Autoria: Sérgio Paulo da Silva Liderança Em
meio ao conflito: algumas saídas. De vez em
quando surgem situações de conflito no relacionamento interpessoal. Alguns dos
conflitos são graves e envolvem questões essenciais, alguns são
intermediários e, muitos, deveriam ser considerados irrelevantes e não
merecedores de todo o esforço que exigem para sua solução. Qualquer
que seja o tipo ou a motivação para o conflito, entretanto, é preciso
que se encontre uma solução. Há várias
formas de lidar com o conflito. Dependendo da escolha, os resultados terão
seus reflexos nos relacionamentos. O primeiro
grupo de decisões sobre como lidar com conflitos pode ser chamado atitude
evasiva. Vejamos dois exemplos:
Um segundo
grupo pode ser chamado de atitude agressiva ou de ataque. Ao
contrário da anterior, esta atitude é adotada quando a motivação
maior é ganhar a disputa, não importa o que vai acontecer com a relação.
Um terceiro
grupo seria o que as pessoas cristãs deveriam buscar intensamente: atitude
de conciliação. Na
atividade de liderança eclesiástica a última atitude deve ser a
marca. Sempre que alguém estiver se utilizando de outra atitude deve
ser lembrado de que as diferenças devem ser resolvidas sem prejudicar
as relações. Há seis abordagens que podem ser adotadas:
Situações
de conflito podem tornar a vida muito estressante e desagradável. É bem
melhor resolver as questões com presteza e com base em valores
superiores de cooperação e respeito ao relacionamento interpessoal. Não esqueçamos,
finalmente, de tirar a venda dos nossos olhos. Antes de atacar os
outros, é importante nos preocuparmos com nossos erros e avaliarmos
qual a nossa contribuição para que o conflito exista. Que Deus
nos ajude a reparar os danos que causamos aos outros e a desfazermos os
conflitos que encontrarmos pela frente. Lúcio
Cesar Menezes Link interessante Um movimento internacional
visando levar o amor de Deus àqueles que nunca ouviram. Entre os que
participam do movimento está o Pr. Paulo Bottrel.
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