ReVendo
"...não que já seja perfeito, mas prossigo para o alvo..."
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Número 031, 05 de julho de 2001 |
Lúcio César Menezes |
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Conteúdo Família Liderança Família Influências que geram morte Rosana Salviano Já está
comprovado: crianças e adolescentes refletem em suas atitudes as milhares
de informações que recebem da televisão, livros, amigos e familiares.
Mesmo sendo essa uma característica importante para o desenvolvimento, os
psicólogos alertam: nem sempre os pequenos têm capacidade para filtrar
essa informações e o excesso de fantasias produzidas pelas influências
externas pode levar à uma vida de comportamentos mentirosos ou perigosos,
onde se tenta transformar o fictício em realidade. É aquela
história de alguém achar que pode voar por causa do super homem ou sair
ileso das mais ousadas aventuras como os personagens dos desenhos
animados. Um bom exemplo disso foi dado
na revista Veja desta semana. Uma reportagem mostrou que muitas crianças
vivem um mundo de mentiras ao dar asas para a imaginação - sempre
influenciadas por aquilo que viram ou ouviram. Numa pesquisa de dois psicólogos
feita em Michigan, nos EUA, algumas crianças foram convidadas a passar
algumas horas num laboratório onde nada de grave ocorreu. Passado um mês,
seus pais comentaram sobre esse dia mas incluíram na conversa alguns
detalhes: duas experiências que não tinham ocorrido e uma criança
machucada que não existiu. No mês seguinte, ao relatar na escola, a
pedido da professora, o dia no laboratório, 35% dos alunos escreveram
sobre os acontecimentos fictícios incluídos pelos pais, como se fossem
verdadeiros. Perigo à vista Se um simples diálogo pode
trazer alterações no comportamento, na era da Comunicação global e em
tempo real é preciso ter mais cuidado ainda. A modernidade fundiu-se ao
misticismo e à imoralidade. Conceitos contrários aos princípios bíblicos
são expostos como "tabus" ou "ultrapassados". E tudo
isso é despejado pela mídia diariamente e assimilado por nossos filhos. Na mesma revista Veja uma nota
traz o resultado de uma outra pesquisa, desta vez, da Universidade
Estadual de Campinas. Nela se constatou que a TV "ensina a
namorar". Realizada com adolescentes e jovens entre 13 e 19 anos, a
pesquisa mostrou que o seriado Malhação, exibido diariamente pela
Rede Globo, vem substituindo os pais e a escola e ditando as regras do
comportamento atual - da maneira de se vestir às formas de relacionar-se.
Quem já assistiu a pelo menos um dos capítulos da novela adolescente
sabe que o que se tem ali são exemplos de namoros com sexo ilícito e uma
juventude totalmente longe dos caminhos do Senhor. Com relação à leitura, não
é diferente. Há poucas semanas você viu aqui mesmo no eucreio.com uma
reportagem sobre as influências do livro Harry Potter, um fenômeno da
literatura infanto- juvenil. De forma sutil e agradável, o menino bruxo
apresenta a bruxaria aos seus leitores mirins incentivando muitos a
"conhecerem mais" sobre feitiços e mágicas, em outras
palavras, Satanismo. E esses são só alguns exemplos. Se o perigo está bem diante
de nossos olhos, a você pai, cabe a pergunta: você sabe o que seus
filhos lêem, vêem e ouvem? Tem lhes ensinado o caminho pelo qual devem
andar? Como agir Certa vez um pastor disse que
a um pai cristão não basta "falar em línguas", no sentido de
dom espiritual - é preciso também falar a "língua" do seu
filho. E é verdade. Num lar, o diálogo é fundamental para garantir a
harmonia e evitar que as influências tragam morte em lugar de vida.
Confira algumas dicas para ensinar as crianças a encherem suas mentes e
coração com o que é bom:
"Ensina a criança no
caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará
dele "(Provérbios 22:6) Rosana
Salviano Liderança O que você faz reflete em outras áreas. Tomar decisões
por impulso pode trazer muitos problemas. A falta de cuidado em entender
as repercussões nas outras áreas poderá resultar em relacionamentos
feridos, prejuízos financeiros e perda de tempo. É preciso
pensar de forma sistêmica para que o organismo (a igreja) funcione de
modo harmônico e saudável. Sua área de atuação influencia outras áreas,
positiva ou negativamente. Cada área
tem sua função e deve agir integrada com os outros segmentos para que a
igreja atinja os objetivos que se propôs. Há vários
motivos para que um líder se deixe levar pelas decisões impulsivas e não
planejadas. Há, também, conseqüências
relacionadas. Razões para decidir sem pensar nas outras áreas: ì
Desconhecimento
do pensamento sistêmico: o líder imagina que está
sozinho e que tudo que precisa para ser eficiente é resolver o seu
problema. Está pressionado por alguém e decide para se livrar da
questão logo. ì
Não está
treinado para ouvir: em
vez de ouvir outras pessoas envolvidas, decide com base na primeira versão. Decide sem avaliar opções, sem saber
todas as circunstâncias e sem dominar a matéria. ì
Um certo egoísmo: quer é resolver o seu problema
e não trabalhar em equipe. Se for cobrado, dirá que resolve logo tudo e
que não fica embromando. Que cada um cuide de sua área etc. ì
Quer a solução
mais fácil: não está disposto a ficar
elaborando muito uma solução para facilitar a vida dos outros. Deseja se
livrar da pressão o mais rápido possível. ì
Está focalizado
em seus próprios interesses: não está muito preocupado
com o trabalho dos outros, se vai dificultar a vida de alguém ou se vai
ser pesado para outras áreas. Quer que seu ministério siga em frente, a
qualquer custo. É evidente
que a postura adotada pelos que acham que podem trabalhar de forma isolada
tem suas conseqüências na vida da organização. Influenciará o
ambiente, estimulando a competição em detrimento da cooperação. CONSEQÜÊNCIAS ì
Desmotivação: muitos
ficarão desanimados por terem que trabalhar assim. Ficará a sensação
de que é cada um por si, de que não há respeito pelo seu ministério e
que é melhor se acostumar com um baixo nível de cooperação. ì
Competição
acirrada: se o padrão é decidir só pensando
no interesse pessoal, também vou lutar por meus interesses, por meu espaço
e por minha verba. Vou esconder informações, fazer "partidos"
e arrumar um jeito de me dar bem. ì
Perda
de energia: em vez de juntar forças, a organização deixa de
alcançar seus objetivos, pois gasta muita energia em disputas internas,
em reuniões para "colocar panos quentes" e tentar reconciliar
pessoas. Em vez de criar ministérios novos, novos serviços ou
novas atividades, gasta-se enorme tempo tentando curar feridas,
ofensas ou injustiças. ì
Falta de comunhão:
como
a competição é acirrada, os líderes perdem o senso de comunhão e de
serviço cristão. Não conseguem ver os outros ministérios como
colaboradores e participantes da mesma causa. Ao contrário, só consegue
vê-los como adversários. Prevalece a atitude defensiva, a desconfiança,
o medo e a insegurança. Qual
o resultado? Uma organização em que o clima denuncia a visão equivocada
de que para ter sucesso é preciso superar os outros. Pense bem.
Que vantagem há numa liderança motivada pela competição e pelo
desrespeito pelo trabalho dos outros? Nenhuma! O
importante é resgatar a noção de serviço, de humildade, sabendo que
sua atividade faz parte de um conjunto bem mais amplo - a organização. Em todas as
decisões é preciso lembrar que outros serão afetados. Mexer uma peça
na sua área desencadeia movimentos em toda a organização. Quando for
decidir por novas regras, mudanças de procedimento, novas rotinas de
trabalho, pergunte:
Tendo essa
preocupação com as necessidades de outras áreas, muitos dos problemas
deixarão de existir.
Link interessante Um movimento internacional
visando levar o amor de Deus àqueles que nunca ouviram. Entre os que
participam do movimento está o Pr. Paulo Bottrel.
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