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ReVendo

...não que já seja perfeito, mas prossigo para o alvo.

 

Produzido por Lúcio Cesar Menezes

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Brasília,

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As notícias só falam de violência, de injustiça, de tragédias ou calamidades que atingem o ser humano. Muitas coisas boas acontecem a cada instante e não viram notícia. Passam despercebidas para a maioria das pessoas. Somente prestando muita atenção é que se pode ver que gestos e atitudes bonitas ainda podem resultar de pessoas comuns.

Hoje presenciei uma dessas cenas especiais. Duas crianças tentavam atravessar  uma via de alta velocidade e trânsito intenso sem sucesso. Impacientes, a cada momento tentavam passar e retornavam sem conseguir. Foi nesse momento que um senhor parou o carro, desceu e, num gesto de cuidado, tomou as duas crianças pelas mãos e atravessou junto com elas até o outro lado.  Uma atitude simples, mas cheia de valor.

Continuei dirigindo e aproveitei o percurso que faltava para chegar ao trabalho para pensar nos conceitos que estavam por trás da cena que tinha acabado de ver. Várias idéias me vieram à mente, especialmente relacionadas com a vida familiar e com os relacionamentos dela decorrentes.

Vi, em primeiro lugar, um homem com prioridades. Se há uma coisa certa nos dias de hoje é que andamos sempre em cima da hora. Não temos tempo para nada fora do normal, não podemos desviar caminho nem mesmo para dar carona a algum amigo. A pressão do tempo é massacrante. Ali estava um homem que não se importou em perder alguns minutos para ajudar quem precisava. Afinal, pode-se imaginar que sua mente confrontou o custo de alguns minutos diante da possibilidade, nada remota, de aquelas crianças serem atropeladas.

Era um homem solidário. Viu naquelas crianças uma oportunidade de ajudar, de demonstrar que ainda é possível estar sensível às necessidades dos outros. Suas necessidades pessoais passaram para um segundo plano naquele momento e cederam lugar para que as crianças fossem ajudadas.

Percebe-se, também, que era um homem atento e interessado em outras pessoas. Não dirigia ligado apenas em seus compromissos, em seus horários ou interesses. Foi capaz de notar a dificuldade das crianças na atravessia da pista. É alguém que vê as pessoas, observa suas necessidades e, provavelmente, também reconhece suas qualidades.

Seria possível encontrar outras características positivas no gesto simples de ajudar alguém a atravessar uma rua. Essas, no entanto, já servem para nos incentivar a estar mais disponíveis às pessoas com quem nos relacionamos. 

As três atitudes citadas podem servir de critério para avaliar o nível de qualidade do relacionamento familiar. Fazendo um exame dos últimos meses, como se poderia classificar a interação em sua família?

Marido e mulher:

O tempo investido para estarem juntos expressa que nível de prioridade? A relação do casal progride e se firma quando há investimento de tempo, quando um se dedica ao outro. Há tempo suficiente para conversar, para rir, para lembrar de situações agradáveis ou divertidas do passado? Saem para namorar, passear ou jantar fora? Se o casal deixa de separar tempo para investir no relacionamento os problemas se tornarão mais freqüentes e haverá menos disposição para resolvê-los. Se o trabalho ou os filhos tomarem conta de todo o tempo e de toda energia do casal, o casamento ficará árido e sem graça. 

Um ambiente em que se investe tempo para nutrir o relacionamento abre espaço para a solidariedade. Você ainda está sensível às necessidades do seu cônjuge? Ainda está motivado(a) a apoiar e dar suporte para que ele(a) cresça e se desenvolva, por exemplo, no trabalho? Ou já não tem mais paciência com as "infantilidades" do outro? Diante das falhas do parceiro sua atitude é de paciência, buscando incentivar o crescimento e a superação, ou é de "não agüento mais"? 

Será que você ainda o seu cônjuge? Está atento à roupa que usa, ao penteado, ao sorriso, ao novo corte? Você consegue perceber, só de olhar, se ele(a) está triste ou com algum problema? Sente no ar que há necessidades ou problemas não resolvidos? Ou será que não há mais motivos para prestar atenção no cônjuge? Casais bem sucedidos são os que conseguem manter os olhos abertos um para o outro, que não deixam que o tempo elimine os elogios. Diariamente demonstram interesse no outro.

Pais e filhos:

E com os filhos, como estamos? Se é preciso separar tempo para que o casal invista no relacionamento conjugal, é também certo que a família deve ter tempo disponível para os filhos. Eles precisam crescer integrados com os pais, sentindo-se incluídos e participantes da vida da família.

Brincar, conversar, disciplinar, ir a cinema ou zoológico, nadar juntos, andar de bicicleta, jogar bola, rolar no chão fazendo cócegas, fazer o dever junto com eles, viajar, contar ou ler estórias, ler a Bíblia, comprar presentes, são alguns exemplos do que significa criar filhos. Demanda tempo e disposição, alegria, paciência, boa vontade, capacidade de ceder e de abrir espaço para perguntas difíceis. 

As necessidades dos filhos mudam nas várias fases. Aos pais compete estar atentos e interessados para perceber as situações novas que vão surgindo a cada dia. É preciso ver, perceber, estar ligado o tempo todo. 

Claro, às vezes é difícil se dedicar tanto aos filhos. É mais fácil deixar pra lá e não dar moleza. Mas não podemos esquecer que se os pais não adquirirem a confiança dos filhos enquanto são novos, será muito mais difícil quando crescerem. E a confiança se conquista com demonstrações de amizade, carinho, tempo investido e amor.

Não sei se o senhor que ajudou as crianças considera tudo isso que escrevemos aqui. Sei lá, talvez nem consiga manter uma família bem estruturada e tenha agido mais num impulso irrefletido. O mais provável, no entanto, é que aja da mesma forma em todos os seus relacionamentos.

O que importa é refletir sobre a situação pela qual os nossos relacionamentos estão passando no momento. Valorizar o que há de bom e trabalhar para que fique ainda melhor, que haja mais alegria e prazer na vida em família.

Lúcio César Menezes


 

Liderança

Há uma palavra que marca fortemente uma igreja bem sucedida: interdependência. As pessoas estão conscientes de que precisam umas das outras para desenvolver todo seu potencial e viver de forma útil e produtiva. Sabem que suas limitações podem ser supridas com as qualidades e habilidades dos outros e que podem suprir, também, as fraquezas de outros com seu talento.

Quando nascemos estamos integralmente na fase da dependência. Os pais trocam as fraldas, providenciam e dão a comida, dão o banho, mudam as roupas e tudo mais que for necessário para a sobrevivência do bebê. Todas as soluções vêm de fora, tudo é providenciado por outros. A felicidade e o bem estar dependem, totalmente, de outras pessoas. Há muitas pessoas que, mesmo depois de adultas, permanecem nesta fase. Dependem sempre dos outros para se sentirem bem. Não conseguem viver se não forem protegidas, cuidadas por outros. Não tomam a iniciativa, sendo guiadas pelas decisões dos outros. Se não têm suas necessidades atendidas de imediato, recorrem ao choro e à reclamação para conseguir seus objetivos. Em vez de se moverem, consideram "um absurdo" a igreja (a liderança, as autoridades...) não tomar providências a respeito. 

Há uma outra fase em que o ser humano tende para a independência. Comum na adolescência, a pessoa já sabe de tudo e não precisa de ninguém para conseguir seus objetivos. É esperta, criativa e capaz de fazer da melhor forma e do melhor jeito. Não gosta de ficar dando satisfações e se sente muito mal com regras já estabelecidas. Quer inventar novamente a roda, mudar padrões e agir sem prestar contas. 

Um exemplo na igreja pode acontecer no treinamento de novos líderes. Quando começam a ser treinados estão completamente dependentes, cientes de que não são capazes de comandar, tomar decisões e correr os riscos da liderança. Valorizam o líder, aprendem tudo que podem, gostam de conversar e de ser orientados. Após algum tempo, quando começam a dominar os assuntos e conhecer o funcionamento das áreas envolvidas, passam direto para fase da independência. Surgem então os pensamentos de que seria capaz de liderar melhor, teria melhores exemplos, daria mais dinamismo ao trabalho, faria quase tudo diferente e revolucionaria a igreja (grupo, ministério, congregação etc.). É neste ponto que a liderança deve estar atenta para conduzir os novos líderes para a fase da interdependência.

Cada segmento de liderança tem necessidades que podem ser supridas por outros líderes. Os variados dons distribuídos à igreja se complementam e geram resultados muito melhores do que o trabalho isolado e sectário. Quem toca precisa do apoio de quem trabalha com a mesa de som; quem canta, se apóia na projeção das letras; quem projeta as letras de hinos/corinhos precisa receber a lista com antecedência; quem cuida das crianças, precisa saber qual a duração do culto para se preparar bem; quem dá aula da Escola Bíblica Dominical, agradece a limpeza e arrumação das salas e das cópias feitas com qualidade. Muitos outros exemplos poderiam ser citados. Em todos está presente a noção de interdependência.

A interdependência não vem por acaso. Há a necessidade de ser estimulada diariamente para que se torne parte da vida da organização. É preciso aprender a agir levando em conta as necessidades de outros líderes e ministérios. Os objetivos de cada área não podem levar à exclusão ou inviabilização de outras áreas. Afinal, todos devem estar buscando o crescimento da igreja.

Quando estiver pensando na sua área, fazendo seus planos e organizando suas atividades pense nas pessoas que afetará. Algumas perguntas simples podem evitar muitos transtornos:

Sabendo que não estamos sozinhos no mundo (e nem na igreja), vamos valorizar a interdependência e aproveitar todas as vantagens de poder contar com dons e talentos de outras áreas ministeriais. 

Lúcio César Menezes


Links interessantes

Instituto de Pesquisas Teológicas - Vários textos sobre heresias e desvios doutrinários. Informações que podem ser úteis para evitar falsos ensinos e tirar dúvidas relacionadas.

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