| ReVendo
...não que já seja perfeito, mas prossigo para o alvo.
|
![]() ![]() ![]()
Produzido por Lúcio Cesar Menezes |
Brasília,
Família
Falar é bom, mas não esqueça de ouvir!
Ouvir exige esforço e dedicação. Exige interesse genuíno da pessoa em conseguir entender o que o outro está falando, não apenas pelas palavras, mas também pela percepção das emoções e sinais não verbais.
Em primeiro lugar, não esqueça que a comunicação se estabelecerá em bom nível de qualidade quando você ouvir tudo que o outro tem para dizer! Há um provérbio que diz "aquele que responde antes de ouvir é tolo e passará vergonha" (Prov. 18:13), expressão que tem muito de verdade e que, infelizmente, ainda é comum nas relações familiares.
Ouvir o que o outro tem a dizer significa, pelo menos:
não tentar adivinhar o que o outro quer falar: enquanto o outro está falando, ainda no meio do raciocínio eu interrompo e digo - "Pode parar, já sei o que você vai falar..." Presumir o que está na mente do outro é um caminho certo para complicar a comunicação.
prestar atenção: enquanto o outro fala, não devo ficar lendo ou vendo televisão, trabalhando com o computador ou me colocar ausente pensando "lá vem a mesma história de novo!". É preciso estar focalizado no outro, olhar nos olhos, dar sinais de que está atento e interessado na questão. Estar distraído revela falta de interesse e respeito pelo outro e levanta uma barreira à comunicação eficiente.
demonstrar que respeita a opinião do outro: se você não se dá ao trabalho de ouvir o que o outro tem para falar, que valor ele(a) tem para você? A pressa em responder sem ouvir indica que a opinião que está sendo emitida não tem valor, é repetitiva ou irrelevante. É uma atitude presunçosa que afasta a pessoa, pois sugere deselegância.
prudência: muitas injustiças foram cometidas por decisões tomadas sem ter conhecimento de todos os fatos e versões envolvidos. Pessoas prudentes se preocupam em colher o maior número de informações possíveis antes de tomar decisões que afetam suas vidas. Casais inteligentes emocionalmente também agem assim.
É fácil lembrar inúmeras situações em família em que alguém agiu injustamente por não ter se dado o trabalho de ouvir, de descobrir o que realmente estava acontecendo. A sensação de injustiça que se instala após estas situações, se não for tratada urgentemente com pedido de desculpas e o conseqüente perdão, vai minando a confiança no relacionamento e dificultando ainda mais a comunicação. A experiência negativa induz ao erro de evitar novas tentativas de expressão para eliminar a possibilidade de ficar exposto a uma nova injustiça.
Algumas providências para ouvir melhor podem ser tomadas.
1. Importe-se com outro: o primeiro passo para ouvir melhor é importar-se com o outro. Ele(a) é importante na sua vida, merece sua consideração e é seu amigo(a). Vocês estão juntos na construção de um relacionamento melhor e mais feliz. Procure saber sobre as necessidades, os interesses, as expectativas do seu cônjuge sobre o relacionamento. Há problemas no trabalho, na igreja, está doente, física ou emocionalmente? Que fatores de estresse estão presentes na relação? Olhe o outro com carinho e cuidado, se propondo a fazer o que tiver ao seu alcance para fazê-lo(a) feliz.
2. Prepare um lugar adequado: para ouvir bem é preciso que não haja muita distração, barulho ou confusão. Escolha um lugar tranqüilo e que não esteja tão sujeito a interrupções. Nada mais inconveniente do que ser interrompido a todo momento para atender telefonemas ou outras pessoas. A conversa não flui e se torna ineficiente.
3. Escolha um momento conveniente: além de um lugar adequado é preciso escolher o momento certo. Tratar de assuntos importantes quando um dos dois está muito cansado ou com muito sono não é produtivo. Evite, também, momentos em que o outro está muito concentrado em outra atividade ou tarefa. Por exemplo, não é inteligente marcar uma conversinha para a mesma hora de uma final de campeonato mundial!
4. Tenha o estado emocional sob controle: nada mais nocivo para uma comunicação aberta que o descontrole emocional. Pessoas muito irritadas ou com muita raiva e frustração estão mais interessadas em descarregar suas emoções negativas sobre o outro do que motivadas a ouvir. A raiva embota o raciocínio, levando-nos a somente ver o outro como inimigo a ser derrotado, humilhado. Ainda que você tenha razão, a raiva impede que a conversa seja útil e traga solução para o problema. Pr. Jaime Kemp exemplifica: "Já aconteceu de você levantar à noite para atender o telefone, ir ao banheiro, ou buscar um copo de água na cozinha? Na escuridão você anda tateando e tropeçando nas coisas, machucando as canelas, sem muita direção. A raiva descontrolada e não resolvida, causa o mesmo transtorno. Ela embaça a visão dos fatos, supervaloriza os obstáculos, confunde a direção, desvirtua o entendimento, entristece o coração". Para ouvir é preciso estar disposto a ouvir! Para entender as razões do outro é preciso estar aberto e calmo, o que só acontece quando não há descontrole emocional. Há muitos outros problemas que falta de controle emocional pode criar, especialmente com a raiva descontrolada. Dê uma lida no texto do Pr. J. Kemp e veja como melhorar nesta área.
O objetivo da comunicação é estabelecer um entendimento capaz de gerar uma relação sadia e satisfatória para o casal. O primeiro passo para isto é aprender a ouvir. Para isso há quem diga que nascemos com duas orelhas e apenas uma boca. Dito em outras palavras, vamos ouvir mais e falar menos.
Lúcio César Menezes
Liderança
|
Não posso, não dá, é difícil, vou tentar, mas não prometo nada...
|
![]() |
Quando as frases acima começam a ser freqüentes é sinal de problema à vista. Talvez você relacione a atitude pouco interessada com a figura do funcionário público, tão estigmatizada após o breve "reinado colorido" e que se mantém eleita como a causa dos grandes problemas brasileiros. Mas, cuidado, uma olhada mais detida no seu próprio ritmo de trabalho, seja na vida secular, seja na vida eclesiástica, pode levar a surpresas!
Na verdade, é possível encontrar pessoas trabalhando sem entusiasmo e sem alegria em qualquer lugar ou atividade, seja pública ou privada. Observando-se o ambiente de trabalho é sempre possível perceber que há muitos que trabalham apenas por trabalhar, fazendo o mínimo possível e não vendo a hora de encerrar o expediente e começar a fazer "algo de útil".
Há vários aspectos que poderiam ser explorados sobre a questão. Gostaria de pensar um pouco sobre as dificuldades que se apresentam para a organização quando líderes e liderados assumem a postura de apenas fazer o menor esforço e defender sua posição.
A idéia de fazer o menor esforço está ligada a, pelo menos, três conceitos:
1. falta de senso de missão: o trabalho é visto como algo entediante e sem propósito. Se alguém perguntar, é possível que a pessoa não saiba dizer para que serve o seu trabalho, em que contribui para o bem estar das pessoas ou da organização. Sendo assim, não se importa se está atrapalhando ou dificultando o ministério ou serviço de outra pessoa ou de outra área. Está mais interessado em manter a rotina do que em buscar soluções criativas.
2. valorização da zona de conforto: a manutenção da rotina garante uma boa margem de conforto, afinal, as coisas sempre foram assim por aqui! É mais fácil continuar fazendo tudo do mesmo jeito, sem alterações e sem querer ficar inventando "novidades". Quando uma outra área vem com uma idéia nova é logo desestimulada com frases do tipo: olha, vai ter muita reação, ou, vai mexer num vespeiro, ou ainda, até já tentaram, mas não ficaram muito tempo no cargo!
3. sentimento de injustiça ou incompreensão: as tentativas anteriores de ser criativo, dinâmico e ousado foram rechaçadas e até criticadas. As pressões pela manutenção do "status quo" foram fortes e suficientes para fazer desanimar quem tentava ver o trabalho melhorado. O resultado foi uma sensação de incompreensão. Para evitar sofrer mais, o líder (ou o liderado) opta por parar de sonhar e começa a "fazer sua obrigação". Assume a rotina e se acomoda. Se for dos que não conseguem se "aquietar" mudará de organização já que não tem espaço nela.
Numa organização eclesiástica tal postura poderá reduzir bastante o efeito positivo dos valores superiores que são ensinados. Afinal, fala-se de compreensão, de serviço, de buscar os interesses do outro em primeiro lugar, em cooperação e ajuda mútua mas, na prática, o que se vê é bem diferente. A distância entre a pregação e a prática vai gerar ondas de desconfiança e frustração nas pessoas, desmotivando-as.
É a justificativa que faltava para que as pessoas se sintam autorizadas a assumir uma posição defensiva, agindo:
1. reativamente: a rotina é a proteção, a garantia de que tudo vai ficar calmo como sempre. Os passos são sempre os mesmos, do mesmo jeito e na mesma seqüência. Parece a estória dos cinco macacos, que pode ser lida no ReVendo nº 19 - chega um momento em que ninguém mais sabe a razão de certos processos ou os motivos de certas limitações. No entanto, quando alguém resolve questionar é logo desestimulado por uma reação contrária forte e decidida. Há um problema ou ineficiência, mas em vez de buscar uma saída melhor as pessoas defendem sua posição afirmando que "sempre foi assim".
2. com reservas ou desconfiança: "ai, ai, ai, já vêm eles de novo querer complicar meu serviço!" Antes de ouvir já estão se protegendo e encontrando justificativas para evitar mudanças na rotina. Às vezes há até desentendimentos pessoais sérios, gerando conflitos que drenam muito da energia da organização. As outras áreas são vistas como inimigos ou competidores e nunca como cooperadores. A organização está em luta intestina, uns contra os outros, num exercício de autodestruição.
É muito agradável ser bem atendido e ter seus problemas resolvidos com presteza e eficiência. Faz-nos sentir bem, desejando voltar e estabelecer novas relações com aquela organização. Afinal, o atendimento bem feito diz claramente que fomos considerados importantes e valorizados como pessoas.
Assim como nos alegramos por receber uma tratamento de primeira, devemos nos esforçar para prestar um atendimento de qualidade a todos os que precisam de nós. Podemos facilitar o trabalho de alguém? Podemos melhorar o atendimento? Podemos ser mais rápidos? Podemos facilitar o acesso a informações úteis? É possível ceder - tempo, espaço ou poder?
As respostas que dermos a essas questões indicarão em que situação está o ambiente de trabalho. Tanto faz estarmos falando de uma empresa, de uma ONG ou de uma igreja. Pessoas motivadas a dar o melhor de si para o bem estar de todos não costumam se proteger atrás de desculpas para evitar mudanças e melhorias no que faz.
Lúcio César Menezes
Links interessantes
Sociedade Criacionista Brasileira - Um bom local para iniciar uma pesquisa sobre a questão do Criacionismo X Evolucionismo.
|
Direitos reservados Copyright @ 2001 Lúcio César Menezes |
Esta página foi visitada vezes.