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ReVendo

...não que já seja perfeito, mas prossigo para o alvo.

 

Produzido por Lúcio Cesar Menezes

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Você deseja encontrar soluções ou vencer uma discussão?

É preciso definir bem os objetivos para que se consiga uma comunicação eficaz no relacionamento familiar. A primeira definição que precisa acontecer é: estou aberto para encontrar uma solução mutuamente satisfatória ou estou determinado a provar que meu ponto de vista é o correto e deve prevalecer a qualquer custo?

A primeira opção é, claramente, a melhor.  Sabemos, no entanto, que nem sempre estamos com a motivação correta quando vamos conversar. Muitas e muitas vezes estamos mais interessados em vencer, em provar que estamos certos e que o outro está errado do que em resolver as questões.

Chegamos até a saborear uma vitória momentânea, algumas vezes. Entretanto, o custo é muito alto para a relação. A amizade e a intimidade vão sendo minados a cada vez que colocamos em segundo plano os interesses do outro na resolução de problemas. 

É importante dialogar com a motivação correta, desejando soluções que sejam melhores para os dois. A atitude deve ser de coração e mente abertos para perceber as necessidades, os temores e as expectativas do outro. Significa valorizar o que o parceiro tem para dizer, as emoções que deseja manifestar e as idéias que cultiva sobre uma relação madura e saudável.

Se você não está bitolado e obcecado com a importância de vencer uma discussão, há grandes chances de chegarem a um acordo sempre que conversarem. Há algumas posturas que precisam ser adotadas para que se estabeleça uma conversa útil em família:

1. Estamos juntos, formando uma equipe: a atitude deve ser de cooperação e não de competição. Há um problema a ser resolvido e os dois desejam a solução. Não qualquer solução, mas aquela que seja boa para todos e para a relação. O problema é externo à relação devendo ser tratado e resolvido. Cuidado para não achar que o problema é o cônjuge! Quando isto acontece  o ataque passa a ser dirigido contra o outro,  gerando mágoas, injustiças e muita insegurança.

2. Numa equipe todos são importantes: valorize o seu parceiro. A cooperação será mais eficiente quando houver valorização das qualidades e compreensão com as limitações do outro. Concentre-se no que há de bom na personalidade e no caráter do parceiro, elogie, lembre de situações em que as habilidades do outro foram decisivas para o bem estar da família.

3. Cuidado com as palavras: nada mais difícil para se estabelecer uma comunicação eficaz do que a utilização de palavras agressivas, chulas ou grosseiras. Gritos e ameaças inibem a transparência e estimulam a defesa e a resposta em mesma intensidade. Outro cuidado é com comentários sarcásticos. Não acredito que você pensa assim, é muita burrice! ou Vai, vai, para de falar besteira...

4. Estimule e edifique o outro: em vez de usar as palavras para diminuir, humilhar, agredir ou ironizar o seu parceiro, concentre-se em somente falar palavras que edifiquem, que valorizem, que motivem e que fortaleçam o relacionamento. Quanto mais um respeitar e apoiar o outro mais sedimentada vai estar a relação.

Se o casal decidir adotar uma postura positiva diante dos conflitos estará investindo para que o relacionamento seja saudável e o ambiente familiar agradável de se viver. Os quatro cuidados relacionados acima permitem que haja maior confiança entre os cônjuges e, em conseqüência, haja mais transparência. Assim, os problemas são tratados com sinceridade e não há medo de se expor ou de ser humilhado.

O resultado é que há maior possibilidade de se estabelecer uma comunicação eficaz, permitindo que os dias sejam mais calmos e a intimidade mais intensa e gostosa.

Lúcio César Menezes


 

Liderança

Estimule seus liderados a dar "feed back" 

 

Há situações na vida que só ficamos sabendo se houver alguém com coragem e disposição para nos falar com honestidade. Muitas coisas acontecem sem que o líder sequer desconfie e, se não for desenvolvido um bom sistema de retroalimentação, ele poderá agir de forma errada por falta de informações adequadas.

Sentimentos de injustiça, mágoas e frustrações são alguns exemplos que podem acontecer num ambiente de trabalho, eclesiástico ou não, como decorrência do desencontro de informações. Afinal, nem tudo que se fala é percebido pelos outros da mesma forma. Palavras ditas com intenção neutra podem ser absorvidas pelo liderado como falta de interesse, falta de valorização de seu trabalho, implicância ou mesmo perseguição. Palavras de elogio a um, podem soar como crítica para outros que tenham exercido a mesma atividade em ocasiões anteriores. A cobrança por qualidade no serviço podem levar pessoas a desistirem de trabalhar na área ministerial por se acharem incapazes de alcançar o padrão exigido.

Em todos os exemplos se verificou um problema de comunicação. O líder tinha um propósito em mente, mas não conseguiu que o receptor recebesse a mensagem exata. Já vimos, em números anteriores, que há muitos ruídos capazes de dificultar uma boa comunicação: preconceitos, experiências ruins anteriores, incoerência do emissor, insegurança do receptor, baixa auto-estima, entre outros.

Considerando tais situações, é importante que o líder dê condições e segurança para que os liderados lhe informem sobre o que está acontecendo, os possíveis mal-entendidos e busquem esclarecer todas as dúvidas.

Essa semana mesmo um Coordenador de Área Ministerial (equivale a Diretor de Departamento) me procurou  para uma conversa séria pois estava muito aborrecido pela falta de apoio que sentia de minha parte, como 1º vice-presidente. Explanou suas inquietações e relacionou alguns acontecimentos que justificavam sua frustração. Ouvi atentamente tudo que o Coordenador tinha para falar sem interromper e demonstrando interesse. Após ouvir tudo, comecei a esclarecer a minha posição diante do ocorrido. A questão era: as pessoas estão indo tratar diretamente com o vice-presidente que resolve os casos sem falar antes comigo. Estavam presentes os seguintes problemas:

a) insegurança - o coordenador só sabia do que estava acontecendo depois de todos e não tinha nada para fazer

b) perda de poder - o coordenador se via sem força para determinar a melhor forma de agir em sua área, sentindo-se usurpado de seu poder pelo 1º vice-presidente

c) desconfiança - o coordenador começou a olhar para o 1º vice-presidente com desconfiança, pois ele parecia estar sabotando o trabalho ao não respeitar a hierarquia

d) desmotivação - afinal, o coordenador estava se esforçando para fazer um bom trabalho e não era justo que as decisões não levassem em consideração isto.

O melhor na experiência citada é que o Coordenador me procurou logo e teve a liberdade de falar o que estava pensando. O resultado foi que pude explicar que a situação era bem diferente do que aparentava ser. Em todas as conversas que tive com outros liderados sempre disse que a solução deveria vir do Coordenador. Aproveitei para reafirmar um conceito fundamental para dar credibilidade à relação com os outros líderes: nenhuma decisão é tomada sem que os líderes sejam ouvidos.

Com os fatos colocados na perspectiva correta, terminamos a conversa séria alegres e satisfeitos, certos de que o trabalho na igreja prosseguiria com dificuldades, mas com critério e respeito mútuo.

Mais uma lição pode ser extraída desse episódio. É preciso cuidar para que a comunicação seja clara e transparente em todos os níveis da organização. A informação que chegou ao Coordenador foi incompleta e, em alguns casos, distorcida. Não houvesse o feedback do Coordenador e poderíamos ter sérios problemas no futuro. Desmotivado, o Coordenador teria muito menos interesse em aceitar sugestões vindas do 1º vice-presidente, faria muito menos que o preciso e apenas cumpriria um mandato.

Além das conversas e das reuniões informais é preciso explorar outros meios que permitam às pessoas darem opiniões, sugestões, críticas e, eventualmente, questionarem as decisões tomadas. Pode-se nomear um ouvidor, alguém que tenha credibilidade e seja acessível; disponibilizar caixas de sugestão, endereços eletrônicos e  formulários. O importante é mostrar que se valoriza as opiniões de todos e dar uma satisfação sempre que houver necessidade.

Assim se poderá evitar uma grande quantidade de problemas na organização e concentrar as energias, tempo e dinheiro para conseguir cumprir a missão que a instituição escolheu para si.

Lúcio César Menezes


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