| ReVendo
...não que já seja perfeito, mas prossigo para o alvo.
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Produzido por Lúcio Cesar Menezes |
Brasília,
Família
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Vocês sabem qual o motivo da discussão??
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É impressionante como é comum as pessoas começarem uma discussão e, após alguns minutos, já não saberem mais sobre o que estão debatendo. Vão emendando assuntos não resolvidos, mágoas não perdoadas, histórias do passado e ofensas antigas perdendo o foco da questão que precisaria ser resolvida naquele momento.
David Augsburg (Quando importar-se não basta, Ed. Cristã Unida) ensina: "O essencial a aprender é a arte de enfocar claramente a queixa ou reclamação e fazer o pedido de mudança com o máximo de efeito. Especificar uma queixa requer que se faça uma reflexão sobre o que é que precisamente está acontecendo de errado, o que é que está causando dificuldade, e quais são precisamente as mudanças que deseja. O auto-exame que precede um confronto eficaz deve ter o efeito de trazer à tona as principais reclamações que estão provocando as diferenças e de reduzí-las a uma só exigência.
Conversas em que vários assuntos se misturam e que, no final, não são resolvidos gera muita frustração. A conversa se torna inútil, pois os dois estão falando sobre o que querem sem ouvir ou valorizar o que o outro deseja resolver. Fala-se muito, critica-se, reclama-se, esbraveja-se, perde-se a calma mas nada é resolvido! Dentro de alguns dias o mesmo processo se repetirá com novas frustrações e a sensação de que é impossível ser compreendido pelo outro.
Para uma conversa proveitosa é preciso pensar antes sobre o que se vai falar. É preciso centralizar a atenção no problema que está causando as dificuldades, defini-lo e separá-lo de outras questões menos importantes. É importante não misturar outros assuntos.
"É crucial que o problema" ,ensina Augsburg, " seja apresentado com clareza e compreendido o máximo possível antes que se peça ou ofereça qualquer solução. Qualquer tentativa de resolução antes de se chegar a uma compreensão mútua do problema é prematura e contraproducente. Apresentar a questão claramente com impacto e com apelo não é um talento que alguém tem ou não tem pra discutir com equilíbrio. É uma disciplina. Muito desgaste emocional a ambas as partes pode ser evitado se cada um estiver disposto a examinar e interrogar o promotor interno até que o caso esteja bem preparado."
Há uma tendência perigosa em querer abreviar as discussões propondo-se soluções mesmo antes de ouvir tudo que o outro tem a dizer. É uma armadilha perigosa. Devemos lembrar que para compreender o outro é preciso estar disponível para ouvir, para perceber suas necessidades e expectativas. É preciso não estar apressado ou distraído. A solução deve surgir após o conhecimento real do problema e suas implicações na vida do casal.
As tentativas de dar soluções rápidas, além de abrirem espaço para erros de avaliação, indicam para o parceiro que você não considera o problema um problema real, mas apenas uma coisinha sem importância. Sendo assim, não há motivo para perder seu tempo ouvindo toda uma estória que você já sabe onde vai terminar. Não é de admirar que esta postura cause tanta irritação no outro.
A definição correta do problema ajuda a preparar o terreno para que você possa pedir corretamente, na relação com o outro, uma resposta que lhe seja satisfatória. Se o problema é, por exemplo, que você fica inseguro quando o parceiro está dirigindo em velocidade durante uma chuva, é possível colocar a questão com clareza e pedir: eu gostaria de dirigir em dias de chuva ou que você dirigisse de modo a ter condições de parar ou desviar de outro carro com segurança.
Se não houver uma definição clara do problema haverá espaço para muita irritação e para ofensas desnecessárias. Irritado e inseguro pela forma que o outro está dirigindo, você pode reclamar gritando, dizer que o outro é insensível, achar que o outro está fazendo de propósito para lhe irritar e afirmar que não tem jeito, pois o outro é sempre assim! O outro, sem saber que o problema é a insegurança, reage à altura. Afinal, é uma injustiça além de ter que dirigir ouvir gritos e acusações sem sentido. O resultado é bem conhecido: duas pessoas irritadas, discutindo e trocando acusações sem chegar a nenhuma solução.
Da próxima vez que você precisar resolver alguma questão importante lembre-se de focalizar corretamente o problema perguntando, conforme a sugestão de Augsburg:
Que é que de fato está me irritando?
Que é que de fato eu quero fazer a respeito?
Quais são as outras opções diante de mim?
Que outras alternativas tenho no meu modo de ver, pensar e sentir?
Que é o pior que pode acontecer se eu insistir no ponto?
De modo realista que é que eu preciso e não apenas quero?
Qual a importância desta mudança para mim?
Qual o grau de dificuldade que esta mudança tem para o outro?
Como posso apresentar o meu lado de modo que não seja mal compreendido?
Lúcio César Menezes
Liderança
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Lidere c0m entusiasmo e muita disposição! "Trabalhem bastante e não sejam preguiçosos. Sirvam ao Senhor com o coração cheio de entusiasmo." Romanos 12:11
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Nada mais complicado que se deparar com líderes desmotivados, triste e mal-humorados. O ambiente fica pesado, carregado de emoções negativas e propício para reclamações, fofocas e desentendimentos. Em vez de soluções para os problemas, novos problemas são acrescentados pela atitude inadequada dos líderes.
A postura adequada é estar disposto a trabalhar, com intensidade e entusiasmo. A motivação é servir ao Senhor. São dois aspectos que precisam ser levantados como critérios de avaliação do trabalho da liderança, especialmente na área eclesiástica. Estes critérios se aplicam também ao trabalho secular, valorizando os profissionais que se esmeram em fazer o seu trabalho com qualidade, buscando a excelência.
1. Trabalhem bastante, não com preguiça: na maior parte das vezes o trabalho realizado nas igrejas é voluntário. Não se ganha salário ou qualquer tipo de retribuição, dedicando-se tempo como doação, geralmente com alegria e muita vontade de fazer o melhor. A alegria em servir se renova ano após ano, especialmente quando o trabalho é feito dentro do dom concedido por Deus. Ainda que haja muito o que fazer, a atividade não é vista como peso a ser carregado por obrigação ou exigência. Há, no serviço, um sentido claro de missão.
Em alguns casos, entretanto, o serviço é encarado como fardo a ser carregado em troca de alguma satisfação pessoal. Trabalha-se para ser reconhecido, elogiado ou, até mesmo, para ter poder e prestígio na comunidade. Tais motivações equivocadas levam a um serviço sem entusiasmo e com forte possibilidade de reclamações. Inspira, ainda, a postura de mártir - alguém que trabalha tanto e é explorado ou pouco reconhecido. Via de regra, são pessoas que estão servindo fora do seu dom, talvez até por desconhê-lo. Trabalham por obrigação e não por amor. O resultado é que após algum tempo já se encontram esgotados, cansados e pouco disponíveis para o trabalho. Vão fazendo o que podem e do jeito que dá! Qualquer coisa está bom e a preocupação com a qualidade fica para um plano secundário.
A orientação de Paulo é que os que são chamados para liderar o façam com diligência e muita disposição. Não é aceitável que líderes tenham preguiça, agindo de qualquer jeito e tomando decisões precipitadas. Ao contrário, devem estar em constante busca pela melhor forma de ministrar aos liderados e pela melhor abordagem para resolver as questões. Devem, ainda, estar abertos a sugestões e críticas para poder aperfeiçoar seu serviço.
2. Coração cheio de entusiasmo: a alegria de servir deve estar estampada no rosto do líder. Trabalha por amor, motivado pela alegria de servir, em primeiro lugar, ao Senhor. Sabe que pode contribuir para o bem estar de outras pessoas, que pode ajudar nas dificuldades, que pode indicar saídas para problemas e ser canal para edificação. É capaz de desfazer mal-entendidos, de intermediar conciliações, se empolga com soluções criativas e fica feliz em ver o progresso de outras pessoas.
A alegria de servir é incentivo para melhorar sua liderança. Motiva-o a descobrir seus pontos fracos para que sejam tratados e melhorados. Esforça-se para aprender novas técnicas, novos métodos de trabalho que tornem seu ministério eficaz. Pensa nas pessoas e busca compreender suas necessidades, suas limitações e seus defeitos. Sabe que não é melhor que ninguém, fundamentando seu ministério na oração e no reconhecimento de que a sabedoria deve vir do Senhor.
Valoriza, finalmente, seus pontos fortes. Sabe no que é bom e aproveita o dom recebido de Deus para abençoar outras pessoas. Não esconde seus talentos e nem se omite. Em vez de criticar os que trabalham, faz sua parte com qualidade e alegria.
Líderes com a visão de Paulo são a garantia de um serviço cristão excelente e capaz de honrar a atuação de Deus por meio da Igreja. Abrem a oportunidade para que as pessoas vejam a ação eclesiástica de modo positivo e não se deixem levar pela visão preconceituosa de que a igreja é um lugar para pessoas desqualificadas ou pouco inteligentes.
Lúcio César Menezes
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