| ReVendo
...não que já seja perfeito, mas prossigo para o alvo.
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Produzido por Lúcio Cesar Menezes |
Brasília,
Família
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Que tal "dar um tempo?"
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Não, não estou sugerindo
que o casal se separe por um período para ver se sentem falta um do outro.
Quero falar sobre a estratégia de pedir um
tempo quando a discussão estiver saindo de controle e ofensas ou agressões
começarem a se manifestar.
Em primeiro lugar devemos
firmar o objetivo da discussão: obter uma solução mutuamente satisfatória.
Tudo o que for feito deve estar fundamentado no objetivo correto.
Já vimos, em edições anteriores, que a hora
certa e o local apropriado são
importantes para uma comunicação eficaz.
Nem sempre, entretanto, todas
as condições estão favoráveis para um diálogo tranqüilo, equilibrado e
emocionalmente inteligente.
Sendo assim, podem acontecer
discussões que levem o casal a um crescente descontrole emocional, tornando o
objetivo de encontrar uma solução mutuamente satisfatória quase impossível
de ser alcançado.
Cada casal tem determinados
assuntos que mexem profundamente com suas emoções. Assuntos que evocam traumas
ou frustrações passadas, sentimentos de injustiça, baixa auto-estima. Quando,
em meio a uma conversa mais intensa, tais assuntos emergem acontece o que Daniel
Golemann (Inteligência Emocional) chama
de inundação: os sentimentos antigos enchem a mente e não sobra mais
espaço para respostas racionais.
Em tais momentos, nada mais
do que é falado é compreendido. Tudo passa a ser visto sob o
"filtro" das emoções
antigas e não há mais muita oportunidade para uma comunicação efetiva.
É hora de pedir um tempo.
Ou seja, é hora de parar a discussão por algum tempo até que a inundação
baixe, que o raciocínio volte a funcionar normalmente e que a mente esteja
aberta para ouvir com interesse genuíno o que outro fala.
Algumas regras são importantes para que o "tempo" funcione:
1. deve ser combinado com antecedência: se for uma decisão unilateral de sair da discussão vai parecer ao outro uma fuga e até desrespeito. É importante que o casal combine antes a possibilidade de qualquer um pedir um tempo pra refrescar a mente e se acalmar. Deve-se combinar, inclusive, a forma de fazer isto, uma palavra chave, um gesto que caracterize bem o pedido de tempo.
22 2. quem pedir tempo deve ter a iniciativa de voltar à conversa: é fundamental que aquele que pediu o tempo volte a tratar do assunto. Isto porque quem pediu o tempo é que sabe o momento em que está emocionalmente equilibrado para retornar a uma conversa eficaz. Evita, também, a cobrança por parte do outro.
3.
3.
o tempo não deve ser superior a 48h:
pedir tempo não pode ser usado para fugir de questões sérias.
Sendo assim, a conversa deve ser retomada o mais breve possível, para que se
encontre a solução mutuamente satisfatória. Se o controle emocional vier em
menos tempo, melhor ainda. Assim se evita o incômodo de a esposa "dormir
de calça jeans".
Com essa estratégia simples, é possível
evitar mágoas e frustrações melhorando a qualidade da comunicação.
Facilita, ainda, a consecução do objetivo de encontrar soluções adequadas
para os dois.
Muitos casais já testaram a estratégia
e a consideram bastante útil. Teste você também e avalie os resultados.
Lúcio César Menezes
Liderança
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Cuidando uns dos outros
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Um bom líder deve investir em relacionamentos
cada vez melhores com as pessoas que estão ao seu redor.
Estar inclinado a ouvir as necessidades e as
expectativas dos liderados é fundamental. Sem estar atento e aberto ao que as
pessoas sentem, o líder começará a ficar centrado em suas próprias convicções
e interesses, afastando-se daquilo que é importante para as pessoas sob sua
influência.
A liderança, fundada na idéia de serviço,
busca o desenvolvimento dos liderados e sua capacitação para atuar.
Apresenta-se como incentivadora do crescimento intelectual, ético e espiritual.
Revela-se em atitudes que edificam as pessoas e
as estimulam a prosseguir no ministério escolhido.
O novo testamento é repleto de indicações de
como expressar atitudes positivas às pessoas. São instruções práticas que
podem, quando aplicadas, elevar o nível de qualidade de qualquer liderança.
1.
Viva em paz com os outros: viver
bem com as pessoas facilita a comunicação, o entendimento e a compreensão. (Mc.
9:50)
2.
Aceitem uns aos outros:
as limitações que todos têm devem ser compreendidas para um bom
relacionamento. É melhor concentrar-se nos pontos positivos do que ficar ligado
apenas nas dificuldades. (Rm. 15:7)
3.
Sirvam uns aos outros: olhos
e ouvidos bem abertos para aproveitar as oportunidades de servir aos outros.
Significa estar disponível, pronto para ser canal de benção. (5:13)
4.
Ensinem uns aos outros:
nada de reter informações ou conhecimento. Nada melhor que ensinar e estimular
o crescimento dos liderados. Um dos aspectos interessantes na vida do líder é
poder olhar e ver o surgimento de outros líderes capazes que receberam sua
influência, seu ensino. (Col. 3:16)
5.
Sejam pacientes:
nem todos têm o mesmo ritmo de trabalho, o mesmo temperamento ou a mesma
disponibilidade. É preciso ser paciente e lidar com cada um de acordo com suas
características e limitações. (Ef. 4:2)
Há várias outras atitudes que poderiam ser
relacionadas. Estas já são suficientes para demonstrar que podemos ter a
iniciativa de melhorar a qualidade dos relacionamentos.
Não precisamos ficar esperando que os outros
mudem ou melhorem - podemos fazer diferença no ambiente em que estamos
inseridos.
A postura decorrente dos exemplos citados é
capaz de romper muitos dos conflitos ou mal entendidos que podem surgir.
Significa mente e coração abertos às necessidades do outro. Significa
colocar em foco a importância dos relacionamentos na vida cristã.
Líderes precisam estabelecer e nutrir
relacionamentos estáveis e confiáveis. Devem ser vistos como pessoas que
valorizam os outros, não egoístas e dispostos a passar adiante tudo de bom que
sabem da vida.
Lúcio César Menezes
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