ReVendo

...não que já seja perfeito, mas prossigo para o alvo.

 

Produzido por Lúcio Cesar Menezes

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Criticar, criticar, criticar,  criticar ....

 

 

    

Viver criticando as pessoas virou um estilo de vida para nossa sociedade. Há críticos para tudo: cinema, livros, esportes, relacionamentos, trabalho,  atuação do governo e muito mais.

O costume de viver criticando se instala, naturalmente, no relacionamento familiar, causando sérios problemas e contribuindo fortemente para separações e rupturas.

Deseja-se moldar o cônjuge ou filho ao padrão que se julga melhor, mais adequado. Destaca-se o erro, o fracasso, a falha.  Procura-se mostrar ao outro o quanto terá que se esforçar para ser digno de continuar compartilhando do relacionamento. Se não houver a mudança a relação será desfeita.

O estilo de vida "crítico de plantão"  se caracteriza pelo negativismo, pelo pessimismo, pelo hábito de ficar buscando falhas na vida dos outros e aproveitar para julgar ou acusar.

            Há dois perigos na postura do "crítico de plantão":

1.      enfatiza as falhas dos outros  e esquece de suas virtudes

2.      quanto mais preocupados em enfatizar os erros dos outros, menos atentos ficamos aos nossos próprios

Richard Strauss[1] destaca que a atitude crítica não vem por acaso, mas encontra sua motivação e, pelo menos, dois pontos:

"A primeira motivação é o egoísmo. O que outras pessoas fazem às vezes nos incomodam, custa-nos tempo e dinheiro, contrariam nossas preferências ou desrespeitam nosso jeito de fazer as coisas. Queremos que tudo seja tranqüilo, gostoso e agradável criticando qualquer um que atrapalhe nossas expectativas. Podemos brigar com a esposa por não preparar o jantar a tempo, pois planejamos assistir ao jogo, ou podemos criticar o pastor por não organizar o sermão do jeito certo, forçando-nos a prestar mais atenção para acompanha-lo. Outra razão é o complexo de inferioridade que se apresenta sob a forma do orgulho. Atacar outra pessoa é um alívio para nós: dá-nos a impressão de superioridade. Se conseguimos mostrar aos outros onde estão falhando, podemos nos sentir um pouco melhores e mais inteligentes naquela área. (...) Quando criticamos nosso cônjuge estamos dizendo, basicamente: Não sou tão ruim quanto você parece acreditar. Na verdade, talvez até seja melhor que você!"

Quando o diálogo familiar está dominado pela atitude negativa de somente destacar as falhas ou erros uns dos outros o ambiente fica pesado e sem alegria. O bom humor desaparece e é substituído pelo sarcasmo ou ironia; a paz é trocada pela agressão e pelas palavras ferinas.

Outra conseqüência da postura negativa é que nada do que é feito ou dito é reconhecido como bom,  gerando um sentimento de injustiça muito grande.  De que adianta se esforçar para melhorar o relacionamento se o outro só vê pelo lado ruim?

Não é bom viver em um ambiente tão negativo. A relação não pode ser transparente, pois há o perigo constante de ser criticado pelo que se pensa.

Os filhos também sofrem em famílias onde o criticismo impera. Os elogios são escassos e a cobrança é feita de forma intensa e insistente. Sempre lembrada de suas falhas ou deficiências, a criança cresce insegura e com seu senso de valor prejudicado.

É importante parar e avaliar o ambiente que está prevalecendo na família. É um ambiente alegre ou triste? Otimista ou pessimista? Há muito elogio ou só se sabe criticar? Uns edificam os outros ou o sarcasmo destrói tudo ao redor?

Ainda que os prejuízos tenham sido imensos até agora, há sempre a possibilidade de melhorar daqui para a frente.

Basta querer (e não desistir!).  

  Lúcio César Menezes



[1] Getting Along With Each Other, Biblical Studies Press


Não perca tempo:

Planeje bem sua reunião!

Lúcio César Menezes

 

Não desperdiçe o tempo de ninguém fazendo reuniões improdutivas. O tempo é um bem escasso e precioso demais para ser gasto com atividades que não levam a nada.

Uma das mais freqüentes reclamações na vida eclesiástica é  o excesso de reuniões (especialmente entre os Batistas). Há até uma doença relacionada: "reunionite".

Em primeiro lugar, deve-se avaliar bem a necessidade de ser feita uma reunião. Muitos assuntos podem ser resolvidos mais rápida e eficientemente fora de um ambiente formal de reunião. Com a facilidade de comunicação atual há várias alternativas válidas: telefone, fax, e-mail, uso de grupos de discussão via internet, são apenas alguns exemplos. Aproveite também as conversas em reuniões sociais, corredores e horas de lazer. Muitas decisões importantes podem ser tomadas assim.

Para os casos em que a reunião se tornar necessária, valem alguns cuidados para torná-la produtiva e agradável.

ANTES DA REUNIÃO

1. Defina o que deseja tratar e os    resultados que quer obter

2.      Estime o tempo de duração da reunião. As pessoas apreciam saber o horário de início e o de término.

3.      Dê conhecimento antecipado da agenda para que haja uma melhor participação

4.      Organize o local e tenha tudo que precisará usar à mão

5.      Comece e termine no horário marcado

PREPARE-SE PARA A REUNIÃO

Esta orientação serve para todos os participantes, não apenas para os líderes.[1]

1. Informe-se sobre o que será tratado na reunião

2. Reuna os dados e informações que você precisará durante a reunião

3.  Chegue à hora e programe-se para ficar até o fim da reunião

4. Leve a reunião a sério, mas não perca o bom humor

MANTENHA A REUNIÃO NOS TRILHOS

Um cuidado fundamental é evitar que a reunião se desvirtue e perca o foco. O líder dever conjugar firmeza e sensibilidade para garantir que a reunião alcance seus objetivos no tempo previsto.

1. Deixe que as pessoas falem. Quanto mais informação puder ser obtida melhor

2. Reconheça e elogie as contribuições positivas, as novas idéias

3.  Relembre os participantes em que ponto da agenda estão e o que ainda precisa ser tratado

4.  Vez por outra faça um resumo do que já foi tratado e decidido

5.  Ajude o grupo a chegar a um consenso e a tomar as decisões necessárias

 

ENCERRANDO A REUNIÃO

1. Agradeça sinceramente a participação e o interesse de todos os presentes

2. Faça um resumo do que foi decidido e quem será responsável  para implementar

3. Anote e compartilhe os prazos que estão envolvidos

4.  Se possível, crie um documento que resuma tudo o que foi decidido na reunião e faça chegar aos participantes nos próximos dois dias

Olhando as sugestões acima é provável que você lembre de algumas reuniões de que participou que poderiam ser consideradas um desastre.

Muito falatório e pouca decisão, gente chateada, clima tenso, discussões acaloradas e, eventualmente, desrespeito.

Com um pouco de cuidado e organização é possível melhorar sensivelmente as reuniões. Afinal, nada melhor que tratar das questões da igreja num ambiente de calma, organizado e bem planejado.

As decisões serão mais rápidas, mais inteligentes e menos estressantes. Pode acontecer até de as reuniões de negócios se tornarem atrativas. Com isto, outro problema será solucionado: sabendo que as reuniões são produtivas e bem planejadas, muitos outros líderes se disporão a participar com mais alegria e disposição.

Com reuniões mais breves e mais produtivas haverá mais tempo para a comunhão, para o evangelismo e para a celebração.



[1] Donald Clark, 1997



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