| ReVendo
...não que já seja perfeito, mas prossigo para o alvo.
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Produzido por Lúcio Cesar Menezes |
Brasília,
Família
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Comunicação e sexo (1) Lúcio Cesar Menezes |
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O ajustamento sexual começa na compreensão das variáveis e dos
valores que estão envolvidos num relacionamento sério e amadurecido.
Por isso a abordagem inicial será sobre a importância de
conhecermos um ao outro, saber as necessidades e carências e o que é agradável.
O meio mais prático e eficaz de melhorar o relacionamento sexual,
portanto, passa por um aperfeiçoamento da comunicação, do diálogo.
Boa parte dos conceitos que veremos já são conhecidos de todos,
chegando alguns a pensar: ah, não! A mesma conversar de novo!!!
No entanto, a experiência mostra que a maioria de nós não coloca
em prática a teoria, tornando os conceitos inúteis.
Dr. Michael Tobin, PhD, faz
uma comparação interessante para ilustrar esse primeiro aspecto: o sexo
é como uma dança.
Segundo ele, "você pode dançar pisando nos pés do
parceiro ou pode deslizar graciosa e harmonicamente pelo salão, como se
estivessem sendo guiados por uma força que é maior que a habilidade de cada
um." Dito de outra forma,
você pode ter dois tipos básicos de relação sexual - a que agrada aos dois e
deixa uma sensação de realização e paz ou a que é insossa, desagradável e
que é vista como mais uma obrigação conjugal.
O exemplo do Dr. Tobin dá margem a outros conceitos interessantes.
Dançar bem exige compreensão. É preciso saber como o outro age, como reage, perceber que
homem e mulher têm ritmos diferentes. Homens e mulheres reagem ao
relacionamento sexual de forma diversa, encontrando o prazer de forma própria e
específica. Não adianta o dançarino querer levar a dança apenas do seu
jeito, no seu ritmo e conforme os passos que já conhece. Exige-se que ele(a)
aprenda a harmonizar seus passos com os do cônjuge.
Por exemplo, cita o Dr. Tobin, "o homem fica excitado mais
rapidamente que a mulher e está mais focado no prazer que envolve as partes
genitais. Já a mulher, precisa de mais tempo e de envolvimento emocional para
experimentar prazer."
A compreensão, como já referido, se viabiliza pelo diálogo. Duas
pessoas inteligentes e sensíveis às necessidades e interesses do outro são
capazes de conversar e aprender meios de agradar e satisfazer o parceiro.
"Se você deseja esquentar um relacionamento sexual que está
sem graça é preciso dizer onde gosta de ser acariciado e de que forma pode
chegar mais facilmente ao prazer" Ele orienta, ainda, que é preciso
ter abertura recíproca para dizer ao parceiro o que pode ser melhorado na relação.
Para alguns isso parece ser um problema. É que há um mito de que o
"outro tem que adivinhar o que eu gosto, como eu gosto e na hora que eu
gosto de sexo". Ora, sabemos que os mitos levam muitos casais a um
relacionamento sexual frio e sem graça. A melhor forma de progredir no
ajustamento sexual é trocando idéias, expondo as necessidades e falando do que
gosta e do que não gosta. Mas cuidado: um princípio fundamental é falar no
momento certo e da forma certa.
A premissa básica do diálogo eficaz é o desejo sincero de
melhorar o relacionamento, de dar mais prazer ao outro, de se alegrar na alegria
do parceiro. Se a motivação for errada (por exemplo, magoar, ferir, humilhar o
outro) os resultados serão os piores.
Finalmente, lembre-se de que para ser bom em qualquer coisa
é preciso investir tempo e dedicação. Se para dançar bem é preciso praticar
muito, conversar para corrigir os erros e ter paciência com os limites do
parceiro, imagine no ajustamento sexual.
Liderança
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Calma, as coisas nem sempre são como
parecem... Lúcio
César Menezes
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Um
dos maiores desafios da liderança é tornar publicas suas motivações e
conquistar credibilidade diante dos liderados.
Credibilidade
que lhe garante, pelo menos, o benefício da dúvida em situações que pareçam
delicadas ou que contrariem interesses. Ter alguém que possa dizer: - espera
aí! Se "fulano" disse isso (ou fez aquilo) deve haver algum
motivo que justifique.
O
ponto que quero destacar é que o líder deve desenvolver seu relacionamento
com as pessoas de modo a gerar confiança de que as decisões tomadas são
coerentes com os valores pregados. O conhecimento dos valores defendidos pelo
líder ajudará os liderados a avaliar as informações que chegarem aos seus
ouvidos em forma de comentários "santos" ou de "fofocas".
Vez
por outra as pessoas recebem informações que nem sempre correspondem à
verdade. Às vezes estão apenas contemplando uma versão, às vezes são
fruto de interpretações equivocadas, às vezes resultam de conclusões
tiradas precipitadamente. Nestes
momentos, é que a transparência e a credibilidade do líder estará sendo
testada.
Há
alguns meses, alguém chegou para mim reclamando que um determinado líder de
ministério estava sendo injusto em seus comentários. A pessoa estava
desejando desistir de trabalhar. Conhecendo bem o líder, perguntei se a
pessoa já havia falado diretamente com ele sobre a questão. A resposta foi não.
Na hora insisti para que a pessoa fosse falar diretamente com o líder
envolvido, pois aqueles comentários não eram típicos do líder
envolvido. Alguns dias depois, soube que tudo não se passava de um mal
entendido.
Afinal,
será que alguém questionará a versão da notícia ressaltando que ela não
faz sentido diante da postura, das crenças e dos valores do líder envolvido?
Ou pensarão, de imediato: "fulano é bem capaz disso mesmo!".
Construir
uma imagem de seriedade e consistência no trato das questões exige do líder
mais que palavras ou discursos. Exige
a coragem e a habilidade de se expor, de dizer o que pensa e de decidir
conforme seus valores. Mesmo que precise contrariar interesses importantes.
O custo é alto, mas vale a pena ser pago, pois representa o respeito dos liderados. Resultará, entre outros aspectos, no fortalecimento de sua autoridade e na diminuição do espaço para fofocas e intrigas, que tanto prejudicam os relacionamentos interpessoais.
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