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Um líder ouve.

Lúcio Cesar Menezes

 

O exercício de uma boa liderança inclui o cuidado com muitos aspectos importantes. Exige olhos bem abertos e um coração sensível às necessidades pessoais dos liderados, sem desprezar os interesses da organização.

O investimento na qualidade das relações é um desses aspectos. Quanto melhor o relacionamento, mais fácil a influência.

Há certas atitudes que comprometem o clima e afastam as pessoas, dificultando o trabalho em equipe e o atingimento das metas estabelecidas. Os resultados (nem sempre os melhores) são atingidos, então, mais por força de pressão exercida pela autoridade formal do que pelo comprometimento dos liderados com a visão/missão organizacional.

Um dos erros mais comuns é a precipitação. O líder, em situações de alguma pressão, forma juízo e decide sem avaliar todos os aspectos envolvidos. Ouve uma versão e já se considera suficientemente informado para decidir. Age mais por impulso que por prudência.

É claro que sempre é possível voltar atrás, desculpar-se. No entanto, é justamente aqui que surge uma segunda atitude igualmente negativa - a falta de humildade. Em vez de corrigir sua postura, muitos líderes acentuam o problema ao não reconhecerem sua falha, demonstrando orgulho e presunção.

Uma saída simples, mas que exige disciplina e determinação, para evitar esses desvios é se utilizar da estratégia da entrevista - pergunte o mais que puder antes de decidir, colha informações, leia nas entrelinhas, tente ouvir o que não está sendo falado, observe a expressão corporal, a entonação da voz, tente descobrir a motivação envolvida na questão.

Em outras palavras, é mais importante ouvir do que falar. Um líder que deseja diminuir os problemas entre seus liderados e aumentar a produtividade deve investir em relações maduras e confiáveis. É importante que o clima na equipe seja de confiança e respeito mútuo, ainda que as opiniões sejam diferentes em muitos casos.

Essa confiança surge da certeza de as decisões não são tomadas de forma precipitada, sem levar em conta os argumentos e os sentimentos de todos os envolvidos.

Há muito falatório na sua organização? Talvez seja hora de você começar a ouvir melhor seus liderados.


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